Clubes europeus recusam participar no Mundial de clubes com 24 equipas

FIFA aprovou esta sexta-feira o novo modelo da competição.

Os principais clubes europeus anunciaram esta sexta-feira que vão boicotar o novo modelo do Mundia de Clubes, que passará a contar com 24 equipas.

Esta sexta-feira, um representante da Associação Europeia de Clubes (ECA) explicou à Reuters que "os clubes da ECA não vão participar no Mundial de Clubes de 2021 e vão reavaliar a participação nas edições da competição organizadas após 2024."

Esta reação surge depois da FIFA ter dado, esta sexta-feira, "luz verde" à criação de um Mundial de clubes de futebol em 2021 com 24 equipas, substituindo o atual formato de sete equipas, apesar da oposição já conhecida da Associação Europeia de Clubes (ECA).

Além do alargamento do número de participantes, e da competição deixar de ser disputada anualmente para passar a quadrienal, também vai mudar o período do ano em que decorre, transitando de dezembro para junho e julho, anunciou hoje o presidente da FIFA, Gianni Infantino, em Miami.

Horas antes deste anúncio, a ECA (que representa 232 clubes europeus) já tinha avisado que se recusa a participar na edição de 2021 do Mundial de clubes de futebol com 24 equipas, através de uma carta enviada a Infantino, posição que reiterou após a autorização dada pela FIFA

A missiva, a que a agência noticiosa AP teve acesso, está assinada pelos responsáveis de 14 dos principais clubes da ECA, incluindo Andrea Agnelli, líder da estrutura e presidente executivo da Juventus.

A ECA manifesta-se "contra qualquer potencial aprovação de um Mundial de clubes reformulado, neste momento, e confirma que nenhum dos clubes da ECA vão fazer parte desta competição".

Os clubes instam a FIFA a "adiar qualquer decisão referente ao Mundial de clubes, até ao momento em que as legítimas preocupações e interesses dos emblemas europeus sejam adequadamente atendidas".

Em causa está o desacordo com a inclusão de novas competições até que haja um calendário internacional estipulado a partir de 2024.

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