FIFA no Irão para garantir acesso das mulheres aos jogos de futebol

Morte da "rapariga azul" provocou uma onda de indignação. Khodayri, adepta de um clube de Teerão, morreu depois de ter-lhe sido negada a entrada no estádio.

Comissários da FIFA vão deslocar-se ao Irão depois da morte de uma adepta que se imolou como forma de protesto após ter sido presa por ter comparecido num jogo de futebol. O anúncio foi feito esta quarta-feira pelo organismo que tutela o futebol mundial.

Sahar Khodayri, apelidada por "rapariga azul" por ser adepta do Esteghalal, um emblema de Teerão, morreu no hospital devido à gravidade dos ferimentos. De acordo com a Reuters, a jovem a rapariga incorria numa pena de seis meses de cadeia por ter tentado entrar no estádio, vestida de homem.

Desde a Revolução Islâmica em 1979, as mulheres iranianas estão proibidas de entrar nos recintos desportivos onde haja jogos com equipas masculinas. Segundo um porta-voz da FIFA, já estão agendadas para as próximas duas semanas reuniões com as autoridades iranianas de futebol.

Por um lado, vão servir para preparar dois jogos para a fase de qualificação para o Mundial2022, que se realiza no Qatar. Por outro, a FIFA quer assegurar que a Federação Iraniana consegue garantir o acesso das mulheres aos estádios de futebol.

A morte de Khodayari gerou uma onda de indignação generalizada no Irã e a nível mundial. Nas redes sociais, houve pedidos para banir a Federação Iraniana de futebol.

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