Há 3 meses sem salário, há uma equipa que não desiste e quer subir de divisão

O plantel do Vilafranquense tem três meses de salários em atraso. Apesar disso, a equipa continua na luta pelo acesso ao play-off. Para o Sindicato dos Jogadores, está em causa também a verdade desportiva.

Os jogadores do vilafranquense não recebem salários há três meses. O Sindicato dos Jogadores acionou o Fundo de Garantia Salarial junto do plantel de futebol, que luta por conseguir o acesso à segunda liga.

A TSF falou com o capitão de equipa, Luís Pinto, que confirma que o plantel fez um ultimato à administração da SAD para que, no prazo de dez dias, regularize os pagamentos em atraso. "Os 10 dias foram dados a partir da data em que presidente do sindicato esteve connosco. Penso que o presidente da SAD está a trabalhar na procura de soluções. É uma situação complicada, a que o presidente não é alheio, e certamente irá encontrar soluções."

Apesar dos salários em atraso, os ribatejanos seguem no segundo lugar da Série C do Campeonato de Portugal, a três pontos da União de Leiria. E Luís Pinto sublinha o profissionalismo dos jogadores perante uma situação complicada: "muito se deve ao grupo que criámos - forte e coeso. Aos domingos, pela paixão e dedicação que temos pela nossa profissão, damos tudo. Estou-lhes eternamente grato por isso. Já não consigo arranjar adjetivos para os qualificar. É uma situação caricata, 70 equipas gostavam de estar na nossa posição, mas acredito que as coisas a seu devido tempo vão ser resolvidas."

Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato de Jogadores, condenou "mais um caso grave no Campeonato de Portugal" e vincou que "este tipo de dirigismo não tem lugar no futebol português. De outra forma, a integridade da competição está seriamente comprometida."

A TSF tentou contactar a SAD do Vilfranquense, mas não obteve resposta.

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