Jogadores de futsal e da terceira divisão. Confusão na seleção da Dinamarca

Dinamarqueses podem estrear-se na Liga das Nações com 23 convocados que ninguém no país parece conhecer. Ou saber sequer quem são.

A Dinamarca pode estrear-se na Liga das Nações com uma equipa composta por jogadores da terceira divisão e do futsal. A seleção dinamarquesa tem duas partidas marcadas para esta semana: um amigável contra a Eslováquia, já às 19h30 desta quarta-feira, e a primeira partida da Liga das Nações, frente ao País de Gales. E, tendo em conta os acontecimentos recentes, parece que nenhum deles vai ser jogado por Christian Eriksen e companhia.

Tudo começou com o término do acordo que regula o direito de cedência de imagens entre os jogadores dinamarqueses e a DBU, a federação dinamarquesa de futebol. Os jogadores recusaram assinar um novo acordo, pelo que a federação teve que procurar alternativas. Aqui é que a história complicou.

O Sindicato dos Jogadores entrou em cena para defender os jogadores e o efeito foi imediato. Praticamente todos os jogadores que a federação tentou convocar recusaram representar a equipa nacional. Da primeira à terceira divisão, estrelas e anónimos, todos os jogadores uniram-se em defesa dos habituais convocados da seleção dinamarquesa.

Com as negociações num impasse, a federação dinamarquesa virou-se para outros atletas: os de futsal. Livres do problema da cedência de direitos, e fora da alçada do Sindicato, os atletas acabaram por aceitar o convite. Além destes, e como nem toda a gente quis perder a hipótese de representar a seleção, houve quem aceitasse o convite. Christian Offenberg, jogador do BK Avarta e melhor marcador da terceira divisão dinamarquesa, foi o primeiro a confirmar que recebeu um convite da federação.

Jogadores disponíveis para negociar

Ao site do Sindicato, os jogadores garantem que estão disponíveis para reabrir negociações para "salvar" a jornada dupla internacional.

"A equipa nacional está pronta e ansiosa para jogar, mas precisamos de um acordo coletivo e a DBU sabe isso desde o primeiro dia das negociações", começou por comentar William Kvist, um dos representantes dos jogadores e subcapitão da seleção dinamarquesa.

Se a federação não quiser reabrir as negociações, os jogadores apresentam como alternativa "a extensão do antigo acordo até 1 de outubro de 2018, com o objetivo de finalizar um novo acordo coletivo para a equipa nacional. Assim, podemos jogar os dois jogos nacionais em condições, e depois haverá tempo suficiente para negociar um novo acordo. O antigo acordo está em vigor há 4 anos", pelo que os jogadores sentem que o trabalho desse período não pode ser posto em causa durante o próximo mês.

Entretanto, também Christian Eriksen pediu, em comunicado, "tréguas" entre a federação e o sindicato para que os jogadores possam alinhar nestas duas partidas. As condições são as mesmas que Kvist apresentou: seguir o acordo comercial anterior e retomar as negociações após os jogos.

A estrela dinamarquesa do Tottenham explicou ainda que "é crucial, entre outras coisas, controlar os acordos sobre o uso de jogadores da equipa nacional para o marketing. Isto deu-nos muitos problemas nos últimos oito meses, já devíamos ter isso resolvido. Gostaríamos de chegar a acordo com os patrocinadores da seleção nacional, mas também temos vários compromissos com os patrocinadores dos clubes que têm que ser respeitados".

Quem é quem?

O mistério promete manter-se até esta noite. A federação eslovaca de futebol já confirmou que a comitiva dinamarquesa chega esta noite ao hotel onde vai ficar e, nessa comitiva, estão inseridos os 23 jogadores que vão representar a seleção do país.

Descobrir quem é quem promete ser uma tarefa árdua para os jornalistas que acompanham a equipa, até porque a grande maioria, ou mesmo a totalidade das caras, será desconhecida.

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