UEFA

Manchester City em risco de ser excluído da Liga dos Campeões

Em causa está um alegado contorno das regras de fair-play financeiro impostas pela UEFA. "A tentativa de prejudicar a reputação do clube é clara e organizada", defende o City.

A edição do próximo ano da Liga dos Campeões poderá ver excluído um dos seus mais fortes candidatos. Isto porque há fortes indícios de que a equipa liderada por Pep Guardiola terá contornado as regras do fair-play financeiro ao inflacionar artificialmente as receitas dos contratos publicitários.

Segundo o jornal britânico The Guardian , a investigação recentemente aberta à equipa de futebol foi tornada pública pelo Football Leaks e pela revista alemã Der Spiegel.

De acordo com aquela revista, os dirigentes do Manchester City terão usado os contratos de patrocínio para ocultar o verdadeiro valor injetado pelos proprietários do clube.

Citado pelo The Guardian, Aleksander Ceferin, presidente da UEFA, diz que a investigação é "um caso concreto" e os resultados que poderão ditar a exclusão da equipa inglesa da próxima edição da Liga dos Campeões serão conhecidos "muito em breve". Ainda segundo o mesmo jornal britânico, fontes oficiais da UEFA acreditam que a sanção desportiva é a resposta adequada caso se comprove a violação das regras.

Antecedentes e defesa

Em 2014, o clube inglês foi multado em 18 milhões de libras (mais de 20 milhões de euros) por ter infringido as regras de fair-play financeiro, mas e-mails revelados agora pelo Football Leaks mostram que o Manchester City atuou de forma mais profunda do que a inicialmente pensada.

Num dos e-mails, Jorge Chumillas, diretor financeiro do clube, revelou que um dos acordos de patrocínio firmados entre o clube e a Etihad Airlines, de 68 milhões de libras (mais de 76 milhões de euros), foi, em grande parte, pago diretamente pelos proprietários do clube que fazem parte do Abu Dhabi United Group.

Face às acusações, o Manchester City, atual campeão inglês onde milita o português Bernardo Silva, já respondeu: "Não faremos comentários sobre conteúdos fora de contexto supostamente hackeados ou roubados do City Football Group ou do pessoal do Manchester City e associados. A tentativa de prejudicar a reputação do clube é clara e organizada."

Também o campeão francês, o PSG, está a passar por uma investigação semelhante relativa aos patrocínios da época de 2016/2017.

  COMENTÁRIOS