Trofense

"Nenhuma equipa pode entrar em campo com medo de jogar futebol"

O jogo entre Trofense e Canelas, a contar para a Serie B do Campeonato de Portugal, terminou 1-1 e com várias acusações de parte a parte. Quim Berto, o treinador da Trofa, diz ter sido agredido.

O Trofense-Canelas (1-1) deste domingo continua a dar que falar. Se na primeira volta tudo decorreu com normalidade, na segunda volta o filme deu uma cambalhota. O clube da Trofa acusa o Canelas de intimidação durante o jogo e de o treinador, Quim Berto, ter sido agredido.

"Tudo o que acontecia, o banco do Canelas voltava-se para o nosso e juntavam-se ali os dois", começa a contar à TSF Quim Berto. "E depois foi quando aconteceu a agressão, mas sinceramente não sei se alguém vai dar ouvidos a isto. As maiores instâncias do futebol, nomeadamente a federação, é que têm de tomar uma posição e perceber que todos nós temos famílias, que estamos só e simplesmente a fazer aquilo que mais gostamos, que é jogar futebol. E quando as coisas não acontecem dessa forma e dessa maneira, acontece o que aconteceu. É mau de mais para ser verdade..."

Ao Record, Fernando Madureira, atleta do Canelas e líder dos Super Dragões, desmente a versão do clube da Trofa: "É ridículo, tratou-se apenas de um jogo de futebol. Só eles é que viram isso, estavam lá polícia, delegados, adeptos e mais ninguém viu isso. São desculpas de mau perdedor perante os sócios, de alguém que contava ganhar aquele jogo. Ninguém viu isso. É certo que houve picardias mas foi um jogo normal".

Quim Berto pede que alguém intervenha para que não aconteçam tragédias em campo. "Isto não é de agora. Será que anda toda a gente a dormir? O que é preciso que aconteça dentro do campo, que alguém caia redondo e aconteça uma tragédia? Para depois pensarmos melhor o que se pode fazer e melhorar... Eu acho que está nas mãos das pessoas tomarem posições, porque nenhuma equipa pode entrar em campo com medo de jogar futebol. Nenhuma equipa."

E remata: "Eu acho que ninguém se pode intimidar por este tipo de situações. Devemos tê-los no sitio para assumir as nossas responsabilidades. Quando jogam duas equipas da mesma associação e vem um árbitro de Lisboa... Não devemos ter medo. Os homens que estão dentro do campo, nomeadamente o trio de arbitragem, tem de ter outro tipo de atitude e outro tipo de posição."

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