O regresso dos clássicos ao Jamor

Iniciamos esta segunda-feira uma semana de Números Redondos dedicados à final da Taça de Portugal do próximo sábado (como tem sido hábito na TSF a partir de 2016), destacando nesta primeira crónica o facto de terem passado 11 anos desde a última final entre dois grandes.

A última vez que tivemos dois grandes no jogo decisivo do Jamor foi em 2007/08, há mais de uma década, portanto, e os finalistas foram então os mesmos do próximo sábado, Sporting e Porto, com os leões a serem os vencedores, graças a dois golos do suplente Rodrigo Tiuí, já no prolongamento (marcou aos 111 e 117 minutos). Recorde-se que o brasileiro apenas apontaria mais um golo com a camisola do Sporting num total de 23 jogos de verde e branco.

É caso para dizer que este regresso a finais entre grandes contraria uma tendência histórica recente da competição, cujas últimas 10 finais foram todas disputadas entre um grande e um não-grande. Aliás deve até acrescentar-se que nas últimas sete finais os não grandes venceram mais vezes (4 contra 3), graças às proezas da Académica em 2012 (vencendo o Sporting), do Vitória de Guimarães (contra o Benfica), do Braga em 2015 (superando o Porto) e do Desportivo das Aves em 2018 (batendo o Sporting).

Na história da Taça de Portugal, cuja disputa se iniciou em 1938/39, apenas existira um período tão alargado sem a presença simultânea de dois dos atuais três grandes em finais: foi exatamente nos 13 primeiros anos da competição (até 1952).

No entanto, deve notar-se que nessa altura o Belenenses também fazia parte do círculo dos grandes, pelo que a presente série de 10 finais consecutivas sem grandes é a mais alargada da história da prova.

Seguindo este raciocínio, registe-se que a primeira final entre grandes aconteceu logo à segunda edição, a de 1939/40, com o Benfica a vencer exatamente o Belenenses, por 2-1, desforrando-se as águias da derrota (3-4) na final inaugural da prova, então perante a Académica de Coimbra.

Já agora, refira-se que os atuais três grandes estiveram presentes em 73 das 79 finais (92% das vezes), conquistando o troféu em 58 ocasiões, o que corresponde a quase 75% do total. Ou seja, um autêntico monopólio...

Para fechar as contas, fique a saber que até hoje a Taça de Portugal conheceu 13 vencedores diferentes (Benfica - 26; Porto e Sporting - 16; Boavista - 5; V. Setúbal e Belenenses - 3; Académica e Braga - 2; V. Guimarães, Estrela da Amadora, Beira-Mar, Leixões e Aves - 1)

Um número relativamente baixo, nomeadamente se comparado com o de 45 vencedores da Taça de Inglaterra, o de 33 da Taça de França ou o de 25 da Taça da Alemanha.

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