"Estava na altura de sair." Pepa quer treinar clube que lute pela Europa

O técnico de 38 anos agradece ao Tondela a experiência de três temporadas, mas admite que "estava na altura de sair". Agora, quer um novo desafio.

Pepa garante que ainda não recebeu propostas para a próxima temporada, mas admite que quer treinar em Portugal e, de preferência, num clube que lute pela Europa.

"Não há rigorosamente nada. Tive uma ou duas abordagens de Portugal e do exterior, em fevereiro, mas nessa altura estava focado no Tondela (...). Agora, sim, sou um treinador livre e vou à procura da minha oportunidade, sem nunca passar por cima de nada nem de ninguém", garante o técnico que tem sido associado, entre outros, ao Rio Ave.

"Sinto-me preparado há muito tempo para projetos com outro tipo de objetivos. Mas sou novo, tenho 38 anos. Aguardo tranquilo", assegura Pepa em declarações à TSF.

O tempo é de reflexão, diz Pepa. Na memória está ainda o período no Tondela, três anos, incluindo uma última temporada com a manutenção decidida apenas na última partida do campeonato, frente ao Chaves. "As pessoas não têm noção do que é estar num clube a lutar pela manutenção, aquilo que consome a cabeça do treinador e dos jogadores lutar pela manutenção", justifica.

"Este último Tondela vs Chaves é daqueles encontros em que só quem viveu pode contar. Lutamos para fugir ao inferno", lembra. Foi o capítulo final de uma temporada difícil."Todos nós queríamos mais e melhor. Não o conseguimos por vários fatores, entre eles a nossa inconsistência. Não conseguimos ser tão constantes. Mas quando mostramos o melhor Tondela, olhávamos na cara de qualquer adversário."

Foi o último jogo de Pepa pelo Tondela. Esta semana o clube beirão confirmou a saída do treinador. "A vida tem de seguir. Como as crianças que crescem e numa determinada altura têm de sair. Estava na altura disso acontecer, dessa saída. Mas três anos não são três dias", diz em jeito de agradecimento. "Foram três temporadas fantásticas".

E nas três temporadas em Tondela que imagem fica do treinador Pepa? O próprio responde: "Se me pergunta se esta é a minha forma de jogar, a identidade, eu tenho de dizer que não, que aquilo que fiz foi o que entendi para aquele contexto. Mas para mim foi uma oportunidade de crescer, obrigou-me a ter de me adaptar às ferramentas que tinha. Não fui teimoso ao querer impor a minha forma de jogar e a verdade é que conseguimos os objetivos dessa forma. E esta é a vida de um treinador."

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