Plantel do Sporting recusou meio milhão "antes de jogar com Benfica e Marítimo"

Ex-presidente leonino está a ser ouvido no Campus de Justiça.

Bruno de Carvalho estranha que o plantel do Sporting tenha recusado prémios de jogo de 500 mil euros, tanto antes do jogo com o Benfica, como antes da deslocação à Madeira para jogar com o Marítimo, das duas últimas jornadas do campeonato 2017/2018, antes dos incidentes de Alcochete.

"Antes dos jogos com Benfica e Marítimo foi oferecido meio milhão de euros aos jogadores e foi recusado. Nunca tinha visto funcionários recusar um prémio. Foi nos dois jogos que não cumpriram objetivos e isso levou a que houvesse problemas no aeroporto", referiu.

Enquanto ouvia questões da procuradora Cândida Vilar à testemunha Carlos Vieira, Bruno de Carvalho acusou-a diretamente: "Tenho o direito de ser livre, e não sou por causa de si", referindo ainda que as questões da procuradora "pareciam um discurso".

Sobre o contacto com as claques, Bruno de Carvalho reiterou, em declarações esta tarde no Campus de Justiça, que "nunca falou com membros da claque sobre questões relacionadas com o rendimento desportivo dos jogadores" em cinco anos de presidência.

Dedo apontado a Jorge Jesus

O antigo presidente do Sporting recusou também que tenha falado com o antigo líder da claque Fernando Mendes sobre o futebol do Sporting, mas sim "sobre outros temas" numa conversa telefónica dois dias antes da invasão a Alcochete.

"Cheguei a assistir a pessoas a entrarem para terem reuniões com outros departamentos, com a equipa técnica, com outras pessoas" refere.

Sobre as visitas de adeptos à academia depois de derrotas ou outros resultados desportivos, Bruno De Carvalho aponta o dedo a Jorge Jesus: "Uma vez Jorge Jesus autorizou entrarem. Eu não. Depois teve de pedir desculpa ao presidente."

Os "posts"

Em relação às mensagens publicadas nas redes sociais sobre a prestação da equipa, Bruno de Carvalho diz ser a sua conduta habitual, - não só com o futebol mas também com as modalidades -, como forma de exigir resultados aos atletas, uma vez que era essa a sua "função como presidente".

Já no que diz respeito à atitude dos jogadores perante as críticas, Bruno de Carvalho lembra que as manifestações públicas dos jogadores - também através das redes sociais - suscitaram processos disciplinares.

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