Seleção tem nova "geração fantástica". E Sporting só vendeu Raphinha por "questões financeiras"

Deco, antiga estrela do futebol internacional e atual empresário do extremo Raphinha, falou sobre o futuro da seleção portuguesa e da transferência do ex-jogador dos leões para o Rennes.

O antigo internacional português de futebol Deco considera que Portugal tem "uma fantástica geração" e que vai retomar o caminho das vitórias na qualificação para o Euro2020 já na Sérvia, no sábado.

"Portugal vai voltar ao seu normal, depois dos dois empates iniciais. Esta seleção tem o melhor jogador do mundo e uma geração fantástica. São já duas gerações de grande qualidade, mas esta com muita qualidade e variedade de jogadores", disse o antigo médio da equipa das 'quinas', à margem de uma sessão em que participou na Soccerex, em Oeiras.

Depois da saída de nomes como Figo, Rui Costa, Pauleta e ele próprio, Deco considera que Portugal soube preparar o futuro e que o mesmo está já a acontecer quando terminar o ciclo de Cristiano Ronaldo.

"Fico feliz pelo caminho que está a ser feito nos últimos anos. Temos uma geração de futuro e tudo para fazer um grande caminho", observou.

Sobre as opções do selecionador Fernando Santos, que tem de conciliar na mesma equipa nomes como Cristiano Ronaldo, João Félix, Bernardo Silva e Bruno Fernandes, Deco sublinha que esse não deve ser um 'problema' que tire o sono ao treinador português.

"Qualquer treinador gostaria de ter esses problemas, com várias soluções para o meio campo e frente de ataque", terminou o antigo futebolista de FC Porto e FC Barcelona e que hoje faz carreira como empresário de futebol.

A precipitada venda de Raphinha

Sobre a transferência do extremo brasileiro Raphinha para o Rennes, com a qual o Sporting arrecadou 21 milhões de euros, Deco, que é o empresário do futebolista, assume que se tratou de uma venda precipitada pelas dificuldades financeiras do clube.

"Tenho respeito pelo Sporting, mas acredito que, noutras circunstâncias, talvez o Sporting não o vendesse neste ano, porque era um jogador em fase de crescimento. Mas, infelizmente, são situações que os clubes não podem controlar. Portugal sempre foi assim, por mais que os clubes portugueses consigam aguentar os jogadores por um período, sempre fomos um mercado onde os grandes jogadores acabam por sair", afirmou.

O ex-jogador, que intermediou o negócio entre os 'leões' e o clube francês, assumiu não ter falado com o presidente do Sporting, Frederico Varandas, tendo lidado apenas com o diretor desportivo do clube, Hugo Viana.

"As coisas foram sempre muito claras: eles sabiam que havia dois clubes interessados, era uma decisão única e exclusivamente do Sporting, pois íamos respeitar tanto uma como outra. Se ficasse, o Raphinha estaria completamente feliz, como já estava. Se saísse, é óbvio que tinha de ser um bom projeto. O Sporting teve de tomar uma decisão. E temos de estar preparados para essas situações. Foi uma decisão do clube em função das questões que conhecemos", explicou o ex-jogador do FC Porto.

No entanto, Deco admitiu que o negócio pode desagradar aos adeptos, sobretudo depois das atuações de Raphinha neste início de temporada, em que era um titular indiscutível na equipa até esta semana comandada pelo holandês Marcel Keizer.

"O Raphinha é um jogador em crescimento, tem 22 anos, é um jovem, com qualidade e ambição. Ele estava já a consolidar um espaço grande na equipa do Sporting. Entendo que para os adeptos é sempre difícil perder jogadores importantes, mas às vezes os clubes têm de tomar decisões que não são fáceis", frisou.

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