Vale e Azevedo "era o mais torto dos tortos que conheço"

José Manuel Capristano, antigo dirigente do Benfica, é o convidado do programa Entrelinhas.

José Manuel Capristano foi dirigente durante 14 anos no Benfica, coincidindo num dos momentos mais conturbados do clubes, o mandato de Vale e Azevedo. Em entrevista à TSF, recorda que emprestou muito dinheiro ao antigo presidente encarnado, montante que nunca foi devolvido.

"O período mais difícil da minha vida desportiva foram os anos em que estive com o Vale e Azevedo. Ele queria endireitar o mundo, mas era o mais torto dos tortos que eu conheço. Não há palavras para explicar como um homem pode ser tão indecente", considera o antigo dirigente.

José Manuel Capristano revela que emprestou "uma enorme quantia de dinheiro" ao então presidente do Benfica, mas o empréstimo nada tinha que ver com o clube. "Foram muitas centenas de milhares de euros. Nunca me pagou, nem pagará. Ele pedia dinheiro para problemas de tesouraria do Benfica. Além de muito dinheiro que me roubou, roubou muitas horas de sono", disse.

No programa Entrelinhas, conduzido por João Ricardo Pateiro, além de recordar os anos que esteve na gestão do Benfica, o antigo dirigente, aborda os temas da atualidade encarnada. Enaltece o trabalho que se tem vindo a fazer na academia, mas avisa que esse trabalho positivo pode não ser suficiente para devolver o clube à elite europeia.

Capristano deixa elogios ao trabalho desenvolvido por Luís FIlipe Vieira e fala sobre a transferência iminente de João Félix. "Mais um ano aqui, ganhava maturidade, desportiva e psicológica. Preparava-se para a sua saída", defende, mas entende que o montante envolvido no negócio, 120 milhões de euros, é "inimaginável".

"Quem fez este negócio, Luís Filipe Vieira e Jorge Mendes, tiro-lhes o chapéu. Era impossível, mas foi possível", sublinhou.

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