Protestos no Inglaterra-Irão. Iranianos calados no hino e ingleses ajoelham-se antes do jogo

Primeiro jogo do Grupo B do Mundial do Catar ficou marcado por várias formas de protesto antes do apito inicial.

O encontro que colocou frente a frente a Inglaterra e o Irão, esta segunda-feira, foi muito além de um jogo de futebol do grupo B do Mundial do Catar. No Khalifa International Stadium, ambas as seleções usaram o estádio catari como um palco de protestos.

Do lado iraniano, os jogadores comandados pelo técnico português Carlos Queirós não cantaram o hino como forma de apoio às manifestações contra o governo de Teerão. Após a morte sob custódia da polícia de Mahsa Amini, milhares de pessoas saíram à rua em protesto, onde se registaram centenas de mortes e a seleção iraniana tem sido, nos últimos jogos, uma das faces das manifestações.

Nas bancadas, os adeptos do Irão foram mais vocais, quebrando o silêncio e protestando contra o executivo do seu país com assobios bastante percetíveis. Além das camisolas de apoio à seleção, não faltaram cartazes de reivindicação e também de apoio aos manifestantes que se encontram no país.

Antes do jogo, os ingleses também tinham uma palavra a dizer. Após o capitão, Harry Kane, ser aconselhado a não utilizar a braçadeira de capitão inclusiva, contra a discriminação, os jogadores ajoelharam-se antes do início do jogo. A prática, que era recorrente na I Liga inglesa, foi replicada no palco da maior competição de seleções numa manifestação contra o racismo.

No final do jogo, a Inglaterra bateu o Irão por 6-2, num encontro que também ficou marcado pela substituição do guarda-redes iraniano, Alireza Beiranvand, após se lesionar gravemente no nariz na sequência de uma colisão com o seu colega de equipa, Majid Hosseini. O jogador do FC Porto, Mehdi Taremi, bisou na partida.

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