"Força, Bruno!" As imagens dos adeptos à porta do tribunal, enquanto lá dentro se responde à Justiça

A manhã fica marcada pela manobra de diversão criada pelas autoridades, que conseguiram despistar os jornalistas que seguiam a carrinha onde afinal não estava Bruno de Carvalho.

Junto do Tribunal do Barreiro há perto de uma centena de pessoas a apoiar Bruno de Carvalho. Entre estes adeptos, um pequeno grupo foi identificado pelas autoridades, esta manhã, depois de insultar os jornalistas que se encontram no local. Também um outro cidadão foi identificado, ao tentar romper o perímetro de segurança desenhado pela polícia.

A chegada de Bruno de Carvalho foi marcada por uma manobra de diversão das autoridades que entraram com o ex-dirigente do Sporting por uma garagem.

A polícia desenhou um perímetro de segurança para evitar confusões. Nas imediações do tribunal estão cerca de cem pessoas a assistir ao aparato mediático.

Bruno de Carvalho e Nuno Mendes, líder da Juve Leo, conhecido por Mustafá, são interrogados esta terça-feira por um juiz de instrução criminal do Tribunal do Barreiro, que irá decidir as medidas de coação a aplicar.

Os factos imputados ao ex-presidente do Sporting e ao chefe máximo da Juventude Leonina vão ser conhecidos esta tarde, tendo estes a oportunidade de prestar declarações perante o juiz, se assim entenderem.

De acordo com o Jornal de Notícias, a vontade do Ministério Público é que Bruno de Carvalho fique em prisão preventiva, ou seja, que tenha o mesmo destino que os outros 38 detidos pelo ataque à Academia de Alcochete. A medida mais leve que poderá vir a ser aplicada é o termo de identidade e residência.

Os dois homens do futebol foram detidos no domingo, no âmbito da investigação sobre o ataque à academia do clube, em Alcochete.

O ex-presidente leonino está indiciado por 56 crimes: dois crimes de dano com violência, 20 crimes de sequestro, um crime de terrorismo, 12 crimes de ofensa à integridade física qualificada, um crime de detenção de arma proibida e 20 crimes de ameaça agravada.

Das mensagens de WhatsApp aos testemunhos. O que levou à detenção de Bruno de Carvalho e de Mustafá?

As suspeitas terão sido cimentadas com o cruzamento de testemunhos e de registos de mensagens enviadas através da plataforma Whatsapp.

As mensagens analisadas pelo Ministério Público, alegadamente enviadas aos adeptos que invadiram Alcochete a 15 de maio, confirmam que o objetivo da ação era mesmo usar violência (como fica expresso em frases como "nunca mais se levantam" ou "chegar, carregar no treino e acabou, invadimos aquilo").

Quando foi interrogado, o então oficial de ligação do Sporting aos adeptos, Bruno Jacinto, afirmou que o líder da Juventude Leonina, Nuno Mendes (ou Mustafá, como é conhecido) lhe dissera que havia recebido 'luz verde' de Bruno de Carvalho para o ataque à Academia em Alcochete.

"Fanático e eterno descontrolado." A história de Mustafá, o perigoso líder da Juve Leo

Notícia atualizada às 13h00

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de