Decretado minuto de silêncio na I e II ligas em memória de Sampaio

Organismo presidido por Pedro Proença fala do desaparecimento de uma "figura incontornável da história nacional".

A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) decretou a observação de um minuto de silêncio nos jogos da quinta jornada da I e II ligas, em memória do ex-Presidente da República Jorge Sampaio, que morreu esta sexta-feira, aos 81 anos.

"Como forma de homenagem a uma figura incontornável da história nacional, todos os encontros referentes à quinta jornada da [I Liga e II Liga] vão contar com o cumprimento de um minuto de silêncio", informou a LPFP, em comunicado.

A decisão do organismo representativo dos clubes profissionais segue-se à da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), que já tinha decretado o cumprimento de um minuto de silêncio antes dos jogos das competições que organiza, entre hoje e domingo.

Na quinta-feira, a LPFP também tinha informado que faria cumprir um minuto de silêncio nos encontros da quinta jornada dos dois principais campeonatos, em homenagem a João Aranha, o primeiro presidente da Liga de clubes, que morreu na quarta-feira, aos 98 anos.

O antigo Presidente da República Jorge Sampaio morreu hoje aos 81 anos, no hospital de Santa Cruz, em Lisboa.

Antes do 25 de Abril de 1974, foi um dos protagonistas da crise académica do princípio dos anos 60, que gerou um longo e generalizado movimento de contestação estudantil ao Estado Novo, tendo, como advogado, defendido presos políticos durante a ditadura.

Jorge Sampaio foi secretário-geral do PS (1989-1992), presidente da Câmara Municipal de Lisboa (1990-1995) e Presidente da República (1996 e 2006).

Após a passagem pela Presidência da República, foi nomeado em 2006 pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas enviado especial para a Luta contra a Tuberculose e, entre 2007 e 2013, foi alto representante da ONU para a Aliança das Civilizações.

Atualmente presidia à Plataforma Global para os Estudantes Sírios, fundada por si em 2013 com o objetivo de contribuir para dar resposta à emergência académica que o conflito na Síria criara, deixando milhares de jovens sem acesso à educação.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de