Mamona chega a Portugal. "Quinze metros é histórico, mas há sempre margem para melhorar"

A atleta portuguesa, que conquistou a medalha de prata no triplo salto feminino nos Jogos Olímpicos, agradeceu a receção "espetacular" na chegada a Lisboa e deixou um "agradecimento muito especial a todos os portugueses".

Patrícia Mamona, que conquistou a medalha de prata no triplo salto feminino nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, chegou esta quarta-feira, pelas 12h00, a Lisboa. O aeroporto não estava muito cheio, com cerca de duas dezenas de pessoas, mas houve alguma euforia, com bandeiras de Portugal, flores e música à mistura.

Em declarações aos jornalistas, Patrícia Mamona afirmou que está sempre a pensar em melhorar os seus resultados. "Quem já me conhece sabe que eu não consigo contentar-me com o meu recorde pessoal, porque acho que há sempre oportunidades para melhorar. Estar neste patamar dos 15 metros é já histórico, é já fazer parte do clube das melhores de sempre desde que existe o triplo salto, por isso, isto para mim é muito bom", disse à chegada ao aeroporto Humberto Delgado, agradecendo também aos amigos, clube, fãs e apoiantes. "A todos eles, um especial obrigado por esta receção, foi espetacular, e agradecimento, obviamente, muito especial a todos os portugueses".

Mostrando-se comovida e muito feliz com a receção no aeroporto, a atleta referiu que tem agora três anos para preparar os próximos Jogos Olímpicos, que vão realizar-se em Paris, em 2024, mas não esquece que, entretanto, há outras competições.

Mamona disse que, pela primeira vez, treinou a sua parte emocional e mental "porque sabia logo desde o início que ia ser uma competição muito difícil e tinha que estar preparada para responder a qualquer momento".

"Só pensei em dar tudo e ao dar tudo, o resto era consequência disso e fui feliz, vice-campeã do mundo, no clube dos 15 metros, meti Portugal no pódio", admitiu.

Patrícia Mamona garantiu que vai dar sempre tudo em todas as competições e "representar Portugal da melhor forma", reforçando que ainda tem muito para dar.

"Tive a felicidade de ter uma carreira quase sem lesões graves, tive apenas uma, o que dá já uma perspetiva mais longínqua em termos de carreira", disse, acrescentando que deve ser dada menos importância à questão da idade. Mamona deu o exemplo de Susana Costa "que infelizmente não conseguiu qualificar-se para estes Jogos, mas que aos 35 anos bateu o seu recorde pessoal".

Sobre conseguir a medalha de ouro no futuro, é "um objetivo", mas Mamona sublinhou que não se pode esquecer que "o primeiro lugar foi para a recordista do mundo". "Não penso nisso, tenho que pensar no presente, acho que qualquer atleta quer dar o seu melhor enquanto estiver bem", afirmou.

A atleta portuguesa defendeu também que deve haver um maior investimento no desporto escolar, "porque é daí que vem os talentos" e comparou Portugal aos outros países.

"Os apoios fazem muita diferença, principalmente em disciplinas técnicas, em que estamos a competir com outras pessoas ou com outros países que estão muito mais avançados nisso e se nós queremos realmente ter um grande lote de atletas a competirem em grandes competições temos que estar ao mesmo nível que as outras nações", admitiu, terminando com um agradecimento especial a todos os atletas que participaram nestes Jogos Olímpicos.

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