Seis estreias, defesa a cinco e quatro golos. FC Porto derrotado em Manchester

Campeões nacionais testaram um novo esquema tático frente a Guardiola e saíram derrotados do jogo com o City. Veja os golos.

O FC Porto perdeu, esta quarta-feira, com o Manchester City por 3-1 na primeira jornada do grupo C da Liga dos Campeões. Luis Díaz ainda deu esperança aos azuis e brancos, mas os golos de Aguero, Gundogan e Ferran Torres confirmaram a vitória inglesa em Manchester.

A partida fica marcada pela estreia de seis jogadores dos azuis e brancos na principal competição europeia de clubes: Zaidu, Sarr, Fábio Vieira, Nanu, Taremi e Evanilson viveram a sua primeira noite europeia.

Foram precisos apenas segundos para perceber que ideias trazia Sérgio Conceição para este jogo. Com a aposta em Sarr, o treinador portista montou a equipa num 5-4-1 em momento defensivo, com o trio de centrais a ser composto por Sarr, Pepe e Mbemba e com Corona e Zaidu nas alas.

Em momento ofensivo a história era ligeiramente diferente, com Luis Díaz a aproximar-se de Marega e o meio-campo a funcionar a três, com Uribe, Sérgio Oliveira e Fábio Vieira.

Foi precisamente o colombiano Díaz que fez a diferença. Um minuto depois de ter feito o primeiro remate dos dragões, aproveitou um mau passe de Rúben Dias para arrancar em velocidade a partir da esquerda. Enganou um, enganou dois, enganou três e, já do lado direito da grande área inglesa, atirou cruzado e rasteiro para bater Ederson e fazer o 1-0.

Durou pouco a vantagem portista. Depois de uma jogada de carambola na área azul e branca - em que Marchesín acabou por ficar no chão a queixar-se de falta - Pepe entra sobre Sterling e comete grande penalidade. O VAR é obrigado a rever a jogada enquanto Marchesín é assistido mas, feita a revisão, Treimanis assinalou mesmo o castigo máximo.

Na conversão, Aguero rematou para a sua esquerda e fez o empate. o guarda-redes portista ainda tocou na bola.

Feito o empate, coube ao FC Porto tentar voltar a pegar no jogo. Zaidu deu o primeiro sinal de novo perigo aos 32' quando, depois de fazer toda a ala esquerda e fintar Walker, conseguiu rematar para defesa de Ederson.

Foi dez minutos depois que o perigo voltou a rondar a equipa de Ederson: Marega desmarca-se em profundidade a passe de Corona e, à saída do guarda-redes, tenta o passe para o centro, onde aparecia Fábio Vieira. A bola não chegou lá. Mas o intervalo chegou e enviou as equipas para os balneários com um empate.

A segunda parte começou bem para Marchesín. Gundogan aproveitou uma bela que sobrou para a entrada da grande área para rematar de primeira e em jeito mas o argentino, em voo, impediu o golo com a mão esquerda.

Luis Díaz voltou a ter oportunidade de agitar as águas aos 53', quando roubou a bola a Walker. Correu em direção à baliza de Ederson mas, quando encontrou Ruben Dias pelo caminho, acabou por perder a acutilância. Sairia no minuto seguinte, rendido por Manafá.

Depois faltou cabeça a Fábio Vieira. O jovem médio português fez falta à entrada da grande área azul e branca e os olhos dos ingleses brilharam. Gundogan agradeceu: partiu para a bola, fê-la sobrevoar a barreira e Marchesín já não conseguiu evitar o 2-1.

Mudado o chip, coube à equipa de Guardiola aproveitar a vantagem. O técnico catalão lançou Foden e Torres no jogo e foi este último quem aproveitou a liberdade dada pelos azuis e brancos.

Combinou na esquerda com Foden, entrou na grande área, contornou Pepe e atirou a contar para o 3-1.

Para responder à vantagem inglesa, Conceição optou por lançar Nanu, Taremi e Nakajima para os lugares de Zaidu, Fábio Vieira e Corona. Mantinha-se a defesa a três, mudava o desenho tático no meio-campo e ataque, com Marega e Taremi a fazerem dupla na frente. Nem um minuto depois, Sarr foi ao relvado com dores musculares e Conceição fez o all-in ao lançar Evanilson.

O jogo voltava a aquecer. Rodri rematou ao poste mas, segundos antes, Sterling envolveu-se num arrufo com Pepe. Conceição, na linha lateral, discutia com Pep Guardiola e Fernandinho, que ainda nem estava em jogo.

O brasileiro esteve em campo apenas nove minutos: entrou aos 85', lesionou-se aos 90+4' e viu o jogo acabar como o tinha visto começar: fora das quatro linhas.

Onze do Manchester City: Ederson, Walker, Dias, Garcia, Cancelo, Gundogan, Rodrigo, Mahrez, Bernardo, Sterling, Aguero

Onze do FC Porto: Marchesín, Mbemba, Pepe, Sarr, Zaidu, Uribe, Sérgio Oliveira, Fábio Vieira, Luis Díaz, Corona e Marega

Os campeões nacionais são o único representante português nesta edição do torneio e estão inseridos no Grupo C, do qual também fazem parte o Marselha de André Villas Boas e o Olympiakos de Pedro Martins.

O jogo foi arbitrado pelo letão Andris Treimanis, auxiliado por Haralds Gudermanis e Aleksejs Spasjonnikovs. Jochem Kamphuis e Kevin Blom estiveram no VAR.

Suplentes do Manchester City: Steffen, Carson, Stones, Zinchenko, Torres, Fernandinho, Foden, Nmecha, Doyle, Harwood-Bellis, Palmer, Bernabe

Suplentes do FC Porto: Diogo Costa, Diogo Leite, Loum, Taremi, Nakajima, Grujic, Manafá, Romário Baró, Felipe Anderson, Toni Martínez, Evanilson e Nanu

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