Miguel Oliveira soma mais três pontos no Mundial de MotoGP

Depois de partir da 20ª posição, o piloto português recuperou sete lugares no GP da Holanda e terminou a prova no 13º lugar.

* Notícia atualizada às 15h45 com declarações de Miguel Oliveira

O piloto português Miguel Oliveira (KTM) recuperou este domingo sete posições no Grande Prémio da Holanda de MotoGP, terminando na 13.ª posição, que lhe permite somar mais três pontos no campeonato do mundo.

Depois da penalização sofrida no sábado, que o atirou para a 20.ª posição da grelha, apesar de ter sido o 17.º mais rápido na qualificação desta oitava prova da temporada, o piloto realizou uma das melhores corridas do ano, tendo recuperado, até ao momento, 33 lugares em corrida.

Miguel Oliveira terminou a 34,181 segundos do vencedor, o espanhol Maverick Viñales (Yamaha), sendo a segunda melhor KTM das quatro presentes, a menos de seis segundos do espanhol Pol Espargaró, que foi o 11.º.

O piloto português, que alinhou com um pneu médio à frente e um duro atrás, ficou a apenas 86 milésimas do 12.º lugar, na posse do espanhol Aleix Espargaró (Aprilia), que ultrapassou o luso na 19.ª das 26 voltas ao traçado de Assen TT.

No final da prova, o piloto português disse estar "bastante satisfeito" com o 13.º lugar, acreditando ter sido "mais competitivo do que as duas KTM da equipa de fábrica". "É um pequeno passo, mas estamos a chegar lá. Recolher informação para o futuro também é importante", sublinhou o piloto português.

"Foi uma corrida difícil. A posição de partida não ajudou, de todo. Nas primeiras voltas não consegui ultrapassar ninguém", vincou. Oliveira equaciona, por isso, "pensar em como melhorar a mota para as primeiras voltas", em que a mota está mais pesada com o depósito ainda cheio de combustível.

"De qualquer forma, consegui ter um bom ritmo no final. Fui competitivo e lutei com outros pilotos, acabando por terminar nos pontos, que era o objetivo principal", disse ainda o piloto de Almada, que fez a última ultrapassagem da corrida ao campeão de Moto2, o italiano Francesco Bagnaia (Ducati) na derradeira curva.

Oliveira tem, agora, 15 pontos no campeonato, mas baixou uma posição, para o 18.º posto, tendo sido ultrapassado pelo italiano Andrea Iannone (Aprilia), que foi 10.º. No entanto, aproximou-se do francês Johann Zarco, da equipa oficial da KTM, que hoje desistiu com problemas mecânicos, mantendo os 16 pontos que tinha antes desta prova.

Estes resultados demonstram a evolução conseguida por Miguel Oliveira, agora que a KTM disponibilizou um novo braço oscilante em carbono, pois na prova anterior, na Catalunha, terminou a 44.666 segundos do vencedor. Aliás, apenas em três ocasiões, no Qatar, na Argentina e em Itália, o piloto português terminara tão próximo do primeiro lugar.

O espanhol Marc Márquez (Honda) foi o segundo classificado, a 4,854 segundos do vencedor, mas cimentou a liderança do campeonato, pois o italiano Andrea Dovizioso (Ducati) foi apenas quarto. Márquez tem agora 160 pontos, contra os 116 do italiano, segundo classificado, e 15 de Miguel Oliveira, que é 18.º.

Desde 2011 que a vitória em Assen tem alternado entre a Honda e a Yamaha, que não subia ao degrau mais alto do pódio desde o GP da Austrália de 2018, então também com Viñales.

O dia ficou ainda marcado pela queda do italiano Valentino Rossi (Yamaha), tocado pela Honda do japonês Takaaki Nakagami, que ainda recebeu assistência em pista, acabando por recuperar sem ferimentos de maior. Rossi não vence uma corrida do Mundial há precisamente dois anos, desde o GP da Holanda de 2017.

Em Moto2, o espanhol Augusto Fernandez (Flexbox Kalex) conquistou a primeira vitória na carreira, enquanto o italiano Tony Arbolino (Snipers Honda) venceu em Moto3.

A nona prova da temporada realiza-se já no próximo domingo, na Alemanha.

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