Venda de jogadores. MP suspeita que Pinto da Costa terá desviado milhões na última década

Presidente do FC Porto é suspeito da alegada prática de vários crimes.

O Ministério Público suspeita que Pinto da Costa tem, há quase dez anos, desviado milhões de euros em comissões de vendas de jogadores. É o que se lê no despacho que determinou as recentes buscas à SAD do FC Porto, à casa do presidente e a empresários de futebol, entre eles Alexandre Pinto da Costa, filho do líder portista.

"Desde 2012, vários agentes desportivos - entre eles Pedro Pinho e Alexandre Pinto da Costa - acordaram com Pinto da Costa, presidente do FC Porto, desenvolver um esquema destinado a gerar proveitos indevidos", pode ler-se no documento, citado pela CNN Portugal.

De acordo com o despacho do procurador Rosário Teixeira, esses empresários aceitam devolver, designadamente ao presidente do FC Porto, parte dos montantes cobrados em comissões pela sua intervenção como intermediários nesses negócios. Entre os 12 negócios em investigação estão as transferências de jogadores como Quaresma, Uribe, Éder Militão e Danilo Pereira.

Já na segunda-feira à noite, o Observador avançou que Pinto da Costa é suspeito da alegada prática de crimes de abuso de confiança agravada, burla qualificada, fraude fiscal e branqueamento de capitais, num caso bastante parecido com o processo Cartão Vermelho, que levou à detenção de Luís Filipe Vieira, ex-presidente do Benfica.

Na gala dos Dragões de Ouro, na segunda-feira à noite, sem se referir diretamente às investigações em curso e em que é um dos visados, Pinto da Costa deixou clara a convicção de que conseguirá provar que está a ser alvo de uma campanha marcada pela calúnia e pela mentira.

"Vou ter tempo, de provar no sítio certo, a orquestração de certa comunicação social de calúnia e mentira para me afrontar, ao FC Porto e aos meus amigos. Estou certo de que vou ter ainda tempo de demonstrar aquilo que sempre fui e que os meus pais me ensinaram a ser: uma pessoa séria, honrada e sem ter nada que se lhe diga", defendeu Pinto da Costa.

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