Do banco ao bis, Gonçalo Ramos foi à Madeira ajudar a resolver o problema Nacional

Veja os golos. Avançado português marcou dois dos três golos que o Benfica criou a papel químico na Choupana.

O Benfica venceu, esta terça-feira, o Nacional por 3-1 na Choupana, com Gonçalo Ramos, que só entrou aos 74', a bisar na partida. Pedrão, defesa dos madeirenses, também marcou por duas vezes: uma na baliza do Benfica, outra na própria.

Os encarnados somam agora 70 pontos, menos quatro do que o FC Porto, e continuam na luta por um lugar na fase de grupos da Liga dos Campeões. O Nacional, com 25 pontos, está a seis pontos do primeiro lugar de permanência na Primeira Liga.

Na Madeira, Jorge Jesus promoveu seis alterações à equipa, com as entradas no onze de Gilberto, Nuno Tavares, Pedrinho, Chiquinho, Cervi e Waldschmidt. Foram precisos apenas oito minutos para o marcador mexer na Madeira: canto batido a partir do lado esquerdo, Riascos surge isolado ao segundo poste, envia a bola ao ferro e Pedrão, na pequena área, aproveitou para encostar para a balizar deserta.

A jogar pela permanência no primeiro escalão do futebol português, os madeirenses aplicaram-se a fundo no ataque à baliza de Helton Leite e, sobretudo pelos laterais Rúben Freitas e Vigário, criaram perigo mais do que suficiente para assustar o Benfica.

Riascos surgia por todo o lado e, estivesse Pedro Mendes numa tarde mais inspirada, a vantagem aumentaria ainda antes da primeira parte ter chegado a meio.

O mesmo pode dizer-se de Seferovic que, aos 22 minutos, não foi capaz de desviar um cruzamento de Cervi na direção da baliza. Um minuto depois, cabeceava por cima uma bola enviada por Nuno Tavares. Valia o lado esquerdo do Benfica, porque o direito tardava em aparecer na Choupana.

Aos 32' o Nacional voltou a criar muito perigo quando um inspirado Éber Bessa passou por três defesas encarnados. No um para um acabou por perder o duelo com Helton Leite. Continuavam a soar alarmes.

Jorge Jesus ouviu-os e, ao intervalo, lançou Pizzi, Grimaldo e Everton para os lugares de Chiquinho, Pedrinho e Cervi. E, não fosse Helton Leite, teria valido de pouco: o guarda-redes teve de esticar-se nos primeiros segundos da segunda parte para evitar o autogolo de Otamendi.

Parecia ser necessário alguém encher-se de fé para contrariar o ímpeto madeirense e foi precisamente isso que Nuno Tavares fez. Correu mais de meio-campo, fletiu da esquerda para o centro do terreno e, de pé direito, atirou rasteiro para o fundo da baliza de António Filipe.

Revistas as imagens, o golo não valeu: Lucas Veríssimo tinha, no início da jogada, cometido falta sobre Pedro Mendes.

Obrigado a continuar a correr atrás do prejuízo - e já com Gilberto fora do próximo jogo por ter visto o quinto amarelo - Jesus optou por tirar o brasileiro e lançou Darwin para o seu lugar quando faltavam 25 minutos para o final da partida. Nuno Tavares passava a jogar como lateral direito.

O Benfica precisava nova inspiração individual para chegar à baliza e, aos 78', Everton tratou disso. O brasileiro entrou na grande área madeirense pelo lado esquerdo, driblou até à linha final e cruzou para Seferovic, que ainda acertou em Pedrão. A bola acabou mesmo no fundo da baliza, mas o golo foi atribuído ao defesa brasileiro.

Estava encontrado o caminho para baliza. Três minutos depois, Darwin fez exatamente o mesmo que Everton só que, no final, passou a bola a Gonçalo Ramos. O jovem português, que tinha entrado aos 74', acertou sozinho na baliza e assinou o 2-1.

As contas na Madeira só foram fechadas ao minuto 86, quando Darwin repetiu a jogada e assistiu, novamente, Gonçalo Ramos para o 3-1.

Onze do Nacional: António Filipe; Rúben Freitas, Pedrão, Júlio César, Lucas Kal e Vigário; Éber Bessa, Alhassan e Azouni; Brayan Riascos e Pedro Mendes.

Onze do Benfica: Helton Leite; Gilberto, Lucas Veríssimo, Otamendi e Nuno Tavares; Pedrinho, Weigl, Chiquinho e Cervi; Waldschmidt e Seferovic.

Suplentes do Nacional: Riccardo, Rui Correia, Danilovic, Koziello, Rúben Micael, Dudu, Witi, Gorré e Rochez.

Suplentes do Benfica: Vlachodimos, Vertonghen, João Ferreira, Grimaldo, Gabriel, Pizzi, Everton, Darwin e Gonçalo Ramos.

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