Líder não ficou na lama. Sporting vence Nacional e reforça primeiro lugar

Veja os golos. Nuno Santos e Jovane marcaram para os leões.

O Sporting venceu, esta sexta-feira, o Nacional por 2-0 no Estádio da Madeira, com golos de Nuno Santos e Jovane Cabral. Num jogo em que os leões tiveram, literalmente, de evitar cair na lama, a equipa de Rúben Amorim conseguiu garantir os três pontos com que reforçam a liderança do campeonato. Têm agora 35, um contraste com os 13 do Nacional.

Com o relvado pesado e muito molhado, cada passo e cada bola dividida esta sexta-feira deixava uma cratera. O primeiro remate do jogo, aos seis minutos, espelhava bem o que se ia passando em campo: saiu muito rápido e para muito longe da baliza.

Nuno Mendes, lateral esquerdo leonino, ia sofrendo durante os primeiros minutos da partida: queria sair em velocidade mas a bola prendia, queria tirar cruzamentos, a água não deixava. Mas não era o único: com o relvado muito longe de inspirar confiança aos jogadores, eram muitos os que optavam por dar um dois toques a mais para se certificarem de que passavam a bola por via aérea.

Pedro Porro e Riascos também travavam um duelo interessante... com a relva. A ocuparem o mesmo corredor, ambos tentavam descobrir a melhor forma de sair a jogar, roubando a bola quase de imediato um ao outro cada vez que calculavam mal uma passada. Daniel Guimarães, guarda-redes do Nacional, já espremia as luvas aos 25 minutos.

Com meia hora de jogo era difícil perceber quem poderia sequer pensar em aproximar-se com perigo da baliza, mas o Nacional lá encontrou o caminho pela primeira vez: Róchez surge isolado no coração da grande área e obriga Adán a duas defesas de recurso. Acabou por ser marcado fora de jogo, mas o aviso ficou dado.

No minuto seguinte foi a vez de Daniel Guimarães: muita confusão após um pontapé de canto do Sporting e Pedro Gonçalves surge quase na pequena área a rematar à meia-volta. O guarda-redes dos madeirenses defendeu como conseguiu: com a cara.

Mas o verde da relva lá inspirou o Sporting: Nuno Mendes tira um cruzamento da esquerda para o segundo poste, onde surge Pedro Gonçalves. O médio português consegue enviar a bola para a boca da baliza e Nuno Santos surge para fazer o primeiro em cima dos 45'.

Mas nem tudo eram boas notícias: Feddal tinha visto um amarelo durante a primeira parte e fica fora do próximo jogo dos leõs. A segunda parte trouxe uma boa notícia ao jogo, com o relvado mais seco e mais leve.

Sem a vitória assegurada e já depois de Pedro Gonçalves ter falhado o que teria sido o 2-0, Rúben Amorim lançou Tiago Tomás para o lugar de Sporar. Perante um terreno difícil, talvez TT fosse uma solução. No Nacional, depois de Gorré, que tinha entrado ao intervalo, Luís Freire lançou Alhassan e João Victor para os lugares de Nuno Borges e Camacho.

A chuva voltara, entretanto, à Choupana e o jogo voltava a ganhar mais perigo, tal era a aleatoriedade de cada vez que a bola batia na relva. Daniel Guimarães, por esta altura, estava coberto de lama do cabelo aos pés.

Até ao final do jogo ainda houve tempo para que o Sporting conseguisse assegurar a vitória. Tiago Tomás trabalha sobre a direita após erro de um defesa do Nacional e Jovane - que entrara há tão pouco tempo que ainda tinha o equipamento imaculadamente branco - só teve de encostar.

Onze do CD Nacional: Daniel Guimarães; Rúben Freitas, Júlio César, Lucas Kal e João Vigário; Rúben Micael, Nuno Borges e Azouni; Riascos, Róchez e Camacho.

Onze do Sporting: Adán, Nuno Mendes, Feddal, Coates, Luís Neto, Porro, Palhinha, João Mário, Nuno Santos, Pedro Gonçalves e Sporar.

Esta quinta-feira, devido ao vento e chuva muito fortes que se faziam sentir na ilha da Madeira, Manuel Mota, árbitro da partida, decretou não estarem reunidas as condições para que se jogasse.

Os leões são líderes do campeonato, com 32 pontos, enquanto os madeirenses somam 13.

Suplentes do Nacional: Piscitelli, Pedrão, Witi, Alhassan, Koziello, Gorré, Francisco Ramos, Thill e João Victor.

Suplentes do Sporting: Maximiano, Borja, Gonçalo Inácio, Antunes, Matheus Nunes, Tabata, Tiago Tomás, Plata e Jovane.

O jogo é arbitrado por Manuel Mota, assistido por Paulo Miranda e Luciano Maia. O VAR é António Nobre.

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