Nem tudo o que é novo é bom, nem mesmo vindo de Federer

10 sets para dobrar as primeiras duas rondas do Open dos Estados Unidos é algo único na carreira do suíço. Come on, Roger!

Nunca Roger Federer, pelo menos desde que atingiu o estatuto de deus do ténis, teve tanto trabalho para chegar a uma terceira ronda de um Grand Slam. Foram 10 sets, num total de 5h45 em campo, contra dois oponentes que nem sequer no top 60 figuram.

Na segunda ronda do Open dos Estados Unidos, disputada esta madrugada, Federer precisou de 3h08 minutos para vencer o veterano russo Mikhail Youzhny, de 35 anos, por 6-1, 6-7, 4-6, 6-4 e 6-2. Mas atenção, Roger diz que está bem melhor das costas. É melhor nem referir que o confronto direto com o russo está agora em 17-0.

Mas podia ser pior, podíamos estar aqui a escrever que pela segunda vez nos últimos 55 Grand Slams em que participou, desde meio de 2003, que Federer estava fora do torneio antes da terceira ronda. Nota: só por seis vezes nos últimos 54 Grand Slams (não contando com esta edição) o campeão suíço caiu antes dos quartos de final.

Ter tanto trabalho não é normal em Federer. Vejamos, nos dois Grand Slams do ano em que participou, quase não cedeu sets, pelo menos numa fase tão madrugadora do torneio. Na Austrália, no regresso à competição, cedeu um na primeira ronda, e foi à negra na quarta ronda, meias-finais e final, contra Nishikori, Wawrinka e Nadal. E em Wimbledon? Nem um set cedido e apenas 5 decididos em tie-break.

Agora e na terceira ronda do Open dos Estados Unidos, Federer vai ter pela frente outro velho conhecido, Feliciano López, também de 35 anos e a uns dias de igualar os 36 do suíço. Contra o espanhol, o registo de Federer vai em apenas 12-0. É para chegar aos 15 sets? Come on, Roger!

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