"Nunca cheguei lá porque era impossível." Futre queria ser como Chalana

O antigo extremo internacional português conta à TSF que sempre se inspirou em Fernando Chalana. Dos dias em que ia ver o ídolo no terceiro anel da Luz, aos gestos que tentava imitar, conta, sempre sem sucesso, ou com um sucesso relativo.

Paulo Futre recorda Fernando Chalana como um referência, o jogador que o fazia correr nos treinos para ser melhor, o melhor, para partilhar o relvado um dia com a referência. Em discurso direto, Paulo Futre recorda o "génio" que o encantava.

"Foi a minha referência, a minha inspiração, o meu ídolo. Dificilmente estava aqui, a falar neste momento, se não fosse o Chalana. Ele teve muito que ver com a carreira que fiz. Eu tentava imita-lo, era eu jogador do Sporting com 11 anos. Já ia ao Estádio da Luz, para o terceiro anel. Eu não ia ver o Benfica, ia ver este pequeno grande génio. Acho que não houve nenhum jogador português, nem eu, nem o Cristiano, nem o Figo, nem o Eusébio - o 'rei Eusébio' - claro nascemos com talento, mas nenhum de nós chegou ao talento único chamado Fernando Chalana", recorda à TSF Paulo Futre.

"Tenho muitas jogadas dele na cabeça. Ainda hoje não sabemos como ele fazia para fintar, um, dois, às vezes três jogadores, só com a cintura, sem tocar na bola. Acho que muitos dos meus movimentos de braços - uma grande virtude minha, quando jogava -, veem também daquele movimento de cintura, sem tocar a bola. Eu tentava emita-lo de qualquer maneira. Quis ser como ele durante toda a minha infância, e depois na minha adolescência. Era único, a minha referência. Eu treinava muito mais do que outros jogadores jovens porque queria chegar perto deste génio, queria ser profissional e chegar perto do nível dele. Mas nunca cheguei, nunca cheguei porque era impossível", conta o ex-jogador.

Futre só conheceu Fernando Chalana quando representava o Atlético de Madrid.

"Fui internacional com 17 anos, mas ele não estava na seleção. No mundial do México ele estava lesionado. Nunca coincidi com ele quando jogava no Sporting e depois no Futebol Clube do Porto. Só coincido com ele uma vez, era eu capitão do Altético de Madrid, num Portugal vs Luxemburgo no estádio do Bessa. Quando cheguei ao estádio e o cumprimentei, sendo eu já um craque mundial, senti-me tão, mas tão pequeno. Parecia que estava a cumprimentar deus", lembra.

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