"O Benfica é a melhor equipa neste momento. Mas o Chaves pode surpreender"

O médio luso-canadiano garante que o Chaves mostra a melhor face frente aos grandes, e por isso pode surpreender um Benfica "criativo e dinâmico". Nos encarnados está um dos jogadores que mais surpreendeu o médio internacional sub-21 por Portugal.

São as semanas dos jogos grandes as que mais agradam aos jogadores do CD de Chaves, explica Stephen Eustáquio. Num plantel experiente, a oportunidade de jogar frente a Porto, Sporting e Benfica muda a atitude dos jogadores, enaltece as qualidades do plantel. A pressão de uma bancada repleta ajuda a retirar o melhor dos atletas, garante o internacional sub-21 por Portugal. E por isso, diz Eustáquio, o Chaves pode surpreender na Luz.

"O Chaves é uma equipa muito equilibrada. Ainda joguei com o Sporting em Alvalade e também no estádio do Dragão. Sinto por isso que estes jogadores podem fazer moça no Estádio da Luz", sublinha. São os nomes de pesos pesados do balneário, como o avançado William ou o médio Bruno Gallo que agarram o plantel nestes momentos, jogadores experientes, que se sentem melhor nestes encontros, diz Stephen.

As mudanças recentes no clube ajudam a alimentar a esperança na manutenção. Apesar do penúltimo lugar, a chegada do treinador Tiago Fernandes e de jogadores em janeiro também mudou a equipa, diz o médio. "Acredito que o Chaves pode surpreender. A entrada de Tiago Fernandes veio dar um abalo à equipa". Ideias novas para agitar as águas, agora com novos intérpretes, como os "criativos" Luther Singh e Rúben Macedo, que Eustáquio destaca. Dois extremos que chegaram das equipas B de FC Porto e SC Braga.

A partir do México, onde agora atua, Eustáquio considera o Benfica a equipa que mais cresceu nas últimas semanas. Por isso, diz agora, é "melhor equipa do campeonato, neste momento", refere. "A entrada de Bruno Lage deu grande qualidade e dinâmica à equipa. Têm hoje muitas soluções, basta olhar para os últimos jogos. Marca muitos golos e sofre poucos", sublinha.

Os jovens encarnados, companheiros nos sub-21

No Benfica, Stephen Eustáquio conhece bem os jogadores mais jovens. Gedson Fernandes, Rúben Dias, Ferro e Félix foram seus companheiros nos sub-21. "Só conheci o Gedson no último estágio, os jogos contra a Polónia na classificação para o Europeu. É um jogador muito trabalhador, com intensidade, mas sobretudo com grande espírito de sacrifício", explica sobre o médio ao lado do qual jogou nas últimas partidas da seleção de esperanças.

Stephen jogava à frente da defesa na seleção, muitas vezes com dois jovens encarnados nas costas. "Conheço o Ferro e o Rúben Dias há mais tempo. São dois dos melhores com quem joguei. Rúben Dias um líder. Ferro mais calado, mas com enorme qualidade", sublinha.

Mas de todos os ex-companheiros nos sub-21, Eustáquio destaca um nome: João Félix. "É difícil ficar surpreendido com a qualidade dos jogadores na seleção nacional, porque se sabe, à partida, que estão ali os melhores. Ainda assim, posso dizer que João Félix quem me mostrou que é possível estar num patamar acima. Tem muita qualidade", refere. O futuro pode por isso sorrir ao jovem avançado, acredita. "Pode chegar aos patamares de craques como Bernardo Silva ou João Cancelo".

O clube grande e a lesão

Também Stephen Eustáquio sente a necessidade de atuar num clube onde é obrigado a vencer todas as semanas. Em janeiro, já depois do último jogo pelos sub-21 de Portugal - a seleção terminou a fase de qualificação e Eustáquio não é elegível para o próximo torneio e optou entretanto por representar o Canadá, onde nasceu, como sénior -, o médio mudou-se para o México a troco de três milhões de euros.

No primeiro jogo pelo Cruz Azul sofreu uma rotura no ligamento cruzado do joelho que o afasta da competição até ao final do ano. Marcado no calendário está o dia da alta médica, "1 de outubro", diz Stephen Eustáquio.

Mas não se arrepende da escolha que fez. Em Portugal diz, não chegaram propostas interessantes. O alegado interesse do Sporting "não passou de um boato". Precisava de um clube de grande dimensão, o teste da pressão de milhares de adeptos semanalmente nas bancadas. "Queria lidar a presença dos adeptos, com a necessidade de ganhar semana após semana".

Condições que diz ter encontrado no México. "Fiquei surpreendido pela grandeza do clube, mas também do campeonato. A liga mexicana é muito intensa, jogasse com muita velocidade, jogadores de boa técnica". Orientado pelo português Pedro Caixinha, Eustáquio diz agora querer brilhar nos mesmos palcos onde jogaram nomes importantes do futebol português, como Herrera, Corona ou Jackson Martínez. O lugar ideal para crescer, garante

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