"O meu pai calçou-me os patins e nunca mais os quis largar"

No arranque da Liga Europeia de hóquei em patins feminino, conheça o Stuart Hóquei Clube de Massamá, que nasceu no desporto escolar.

Foi assim com Tânia Freire, ou "Pulga", como é conhecida a capitã da equipa sénior do Stuart Hóquei Clube de Massamá. Mas não é caso único. Inês Agulha também seguiu as pisadas do pai, do tio, da tia, não só na escolha do desporto como também na escolha da posição em campo.

Inês Agulha é guarda-redes e admite que sofreu alguma influência da família, mas é o lugar onde gosta de jogar porque tem uma visão ampla do que se passa em campo. José Luís Agulha, o pai, deixou a baliza para ser treinador e, desde há um ano, orienta a equipa sénior feminina do Stuart. Uma equipa "jovem, motivada, mas já com muita experiência", pelo que o treinador acredita que tudo é possível se conseguirem eliminar o primeiro adversário da competição, a equipa que é bi campeã de Espanha, o Palau i Plegamans.

Treinar a equipa foi um desafio, diz José Luís Agulha, que explica que as atletas são muito exigentes, colocam muitas questões pelo que tem de se preparar e fundamentar muito bem todas as decisões que toma.

O vice-presidente do Stuart Hóquei Clube de Massamá diz que esta é uma equipa de futuro.

A participação na Liga Europeia "vai dar-lhes bagagem", diz Aníbal Veiga, que acrescenta que "todas aspiram voar mais alto, é uma equipa com muita garra".

À exceção da Tânia Freire "Pulga" e da guarda-redes Débora, que foram campeãs nacional pelos Lobinhos, a restante equipa formou-se no clube.

O Stuart Hóquei Clube de Massamá nasceu no desporto escolar, tendo como grande impulsionador João Campelo, professor e antigo jogador de Hóquei.

O clube foi fundado há quase oito anos. É, essencialmente, um clube de formação conta à TSF Aníbal Veiga. Além da equipa sénior feminina a competir no campeonato nacional e agora na Final a oito da Liga Europeia, têm equipas a competir desde os Bambis, dos 4 e 5 anos, até aos sub-19.

A pandemia não ajudou o clube que, à semelhança de tantos outros, teve de fazer uma paragem forçada. O regresso aconteceu há poucos dias. O clube tem uma centena de atletas federados. Para os treinos estão dependentes de um pavilhão cedido pela Câmara Municipal de Sintra. Com um orçamento limitado, Aníbal Veiga lamenta as poucas ajudas para financiar a viagem da equipa feminina sénior a Barcelona. Além dos bilhetes de avião e alojamento, acrescem os custos dos testes obrigatórios à Covid-19, aos 13 elementos da comitiva. Os testes foram feitos antes de viajar para a Catalunha, vão repetir-se no regresso e custar cerca de 2 mil e 400 euros.

Jogos da liga europeia feminina de hóquei em patins, que começou esta tarde:
Jogo 1: Gijón, Esp - Campo de Ourique, Por, 7-2.
Jogo 2: Cerdanyola, Esp - Manleu, Esp, 15h00.
Jogo 3: Benfica, Por - Voltregà, Esp, 17h00.
Jogo 4: Stuart Massamá, Por - Palau i Plegamans, Esp, 19h00.

Pode acompanhar aqui os jogos, com comentário em português de José Santos.

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