O risco é baixo, mas não é impossível que Portugal enfrente a Suécia com jogadores infetados

Portugal recebe esta quarta-feira a Suécia esta quarta-feira sem Ronaldo, infetado com o novo coronavírus. O virologista Celso Cunha lembra que com este vírus "o risco nunca é zero".

O virologista Celso Cunha considera que o departamento médico da Seleção Nacional está a cumprir todas as medidas de segurança destinadas a prevenir o contágio pelo novo coronavírus, mas lembra que "não há milagres".

"A única coisa que há a fazer aqui é ter um controlo rigoroso e periódico, que é o que está a ser feito na seleção, mas não há milagres porque o risco nunca é zero. O que se pode fazer é tentar minimizá-lo através de controlos muito apertados", diz o especialista em declarações à TSF.

A equipa treinada por Fernando Santos sofreu esta terça-feira uma nova baixa depois de Cristiano Ronaldo ter sido infetado pelo novo coronavírus. Também José Fonte e Anthony Lopes já tinham sido afastados por testarem positivo à Covid-19.

Há poucas possibilidades de haver mais jogadores infetados a entrar em campo esta noite, no jogo frete à Suécia para a Liga das Nações, no Estádio José Alvalade, em Lisboa. Mas não é impossível, alerta o virologista.

"Uma pessoa pode ter sido infetada neste momento e ainda não ter vírus no local onde vai ser feita a colheita", explica. Por exemplo, se alguém acabado de ser contagiado for testado esta manhã, pode não ser detetada a presença do coronavírus nas suas vias aéreas, mas à tarde já pode já ter. Mesmo que o teste seja negativo de manhã, essa pessoa pode contagiar outras à tarde, ao expelir o vírus através da respiração, fala, tosse ou espirros.

Todos os atletas e corpo técnico da seleção foram testados antes do estágio, com resultados negativos, mas tal não significa que "um ou outro não tenha vindo já infetado de trás e naquele momento não tenha sido detetado o vírus."

No entanto, como "os testes utilizados são extremamente sensíveis" Celso Cunha acredita que Cristiano Ronaldo "tenha sido detetado numa fase ainda muito precoce da infeção, com uma carga viral ainda muito pequena".

Neste momento capitão da seleção nacional está "aparentemente assintomático", isolado num quarto na Cidade do Futebol, mas pode ainda assim já ter contagiado os colegas, lembra Celso Cunha. Nesse caso podem surgir novos casos nos próximos dias.

Como não se sabe quando é que Ronaldo foi infetado (pode até ter sido em Itália) e como os jogadores "vivem muito em ambiente fechado", há o risco de haver mais pessoas infetadas na seleção. Cada dia que passa desde o dia do contágio até agora "aumenta a probabilidade de infetar os colegas".

"Estou convencido que não deve ter falhado nada na Seleção Nacional em termos de prevenção, diagnóstico, etc. Provavelmente a infeção já veio de fora", reitera o virologista.

Cristiano Ronaldo é um de vários futebolistas internacionais da Juventus que podem ter desrespeitado as regras italianas de isolamento sanitário, o que levou as autoridades sanitárias do país a notificar a justiça.

Os internacionais deixaram Turim no início do mês para se juntarem às seleções, apesar da existência de um protocolo de isolamento que foi imposto no seguimento de dois casos de Covid-19 no campeão italiano.

À data, os jogadores só podiam sair da concentração do clube para treinar e jogar e estavam proibidos de contactar com outras pessoas, enquanto esperava os resultados de um segundo teste à Covid-19. Cristiano Ronaldo, Bentancur, Cuadrado, Danilo, Dybala, Buffon e Demiral não esperaram por esses resultados e viajaram para as respetivas seleções.

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