Onde está a carta? Vieira não recebeu qualquer pedido do Benfica

Luís Filipe Vieira nega ter recebido carta do Benfica. O clube afirmou ter enviado missiva ao ex-presidente a pedir que adie a vendas das ações.

Contactada pela TSF, fonte próxima de Luís Filipe Vieira garante que o homem que até há poucos meses dirigia os destinos do clube encarnado, não recebeu qualquer carta da SAD do clube.

Vieira manifestou, através dos seus advogados, "a disponibilidade para, junto do comprador, aferir da viabilidade de um retardamento do negócio, em benefício do Benfica, caso o comprador esteja disponível para prescindir dos seus direitos e retardar a aquisição".

A mesma fonte garante que "a preocupação de Luís Filipe Vieira com os interesses do Benfica é total", não estando, porém, o ex-presidente encarnado capacitado para interferir "nos direitos de terceiros".

Por outro lado, a mesma fonte questionada pela nossa redação, considera ser "significativo que Luís Filipe Vieira tenha identificado a identidade e condições do negócio à CMVM há mais de uma semana e, ainda assim, não existiram fugas de informação", ao passo que do lado do clube, "a comunicação social recebe primeiro as comunicações do Benfica, antes dos advogados e do próprio Luís Filipe Vieira".

O ex-presidente afirma querer cooperar com o Benfica, mas, neste tipo de assuntos, "sob pena de complicar a sua situação, a comunicação tem de lhe ser dirigida", caso a SAD encarnada queira, "efetivamente, a sua cooperação".

Horas antes, o Benfica fez saber que escreveu uma carta ao antigo presidente, Luís Filipe Vieira, onde pedia mais dados sobre o comprador das suas ações da SAD, segundo revelou o próprio clube num comunicado enviado à CMVM.

O Benfica pedia também ao ex-dirigente que pensasse no clube, que está a preparar eleições, e adiasse o negócio da venda das ações que detém no clube para depois das eleições de 9 de outubro, "em atenção aos superiores interesses do Sport Lisboa e Benfica", de forma a "poder ser analisada pela nova Direção, em tempo adequado após início das suas funções".

Luís Filipe Vieira foi um dos quatro detidos no início de julho numa investigação que envolve negócios e financiamentos superiores a 100 milhões de euros, com prejuízos para o Estado, SAD do Benfica e Novo Banco", estando indiciado por crimes como abuso de confiança, burla qualificada, falsificação de documentos, branqueamento de capitais e fraude fiscal. Vieira começou por suspender as suas funções no Benfica, mas, a 15 de julho, acabou por apresentar a demissão, sendo substituído pelo ex-futebolista Rui Costa, até então vice-presidente do clube e ex-administrador da SAD benfiquista.

Relativamente à "possível aquisição de uma participação qualificada de 25% no capital social da Benfica SAD", pelo norte-americano John Textor, até 15 de setembro, a SAD encarnada informou que José António dos Santos e as suas empresas detêm um total de 23,1061% das ações, salvaguardando o direito de preferência sobre as ações de Vieira, que representam 3,28% do capital social da Benfica SAD, estando a maioria do capital (63,65%) na posse do clube (40%) e da Benfica SGPS (23,65%).

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