A jogar nas distritais, plantel do Belenenses doa parte dos salários para material médico

Plantel está disposto a doar também os salários de abril e maio se tal for necessário.

Os jogadores do Belenenses, que disputa o campeonatos distrital de Lisboa de futebol, decidiram doar um terço do salário do mês de março para aquisição de material médico ou de suporte a hospitais, devido à pandemia de Covid-19.

À TSF, o capitão de equipa Bernardo Ribolhos explicou que "inicialmente", o salário doado será o de março, mas "se for abril, será abril e se for maio, será maio também".

"O mais importante é que nada falte às pessoas que estão a dar a cara por esta causa. A nós pedem-nos para estar em casa, mas elas não têm outra hipótese, têm de ir para a rua lutar contra isto", reconhece o jogador do clube de Belém.

A idade média do jovem plantel do Belenenses foi um dos fatores que pesou nesta decisão. "Precisamos do nosso salário, como é óbvio, mas não ganharíamos nada porque ainda quase todos vivemos em casa dos nossos pais e não temos grandes contas para pagar. Por isso, achámos por bem ajudar", refere o capitão dos azuis do Restelo.

Em comunicado, o clube do Restelo revelou que o plantel tomou a iniciativa de informar a direção de que "entende ser apenas credor dos 10 dias do mês de março em que esteve em ação", antes de terem sido suspensas quase todas as competições desportivas por todo o mundo.

"Dos restantes dois terços, um deles será liquidado no último mês da época, seja ele qual for, com o plantel a abdicar do terço restante em favor do Belenenses, para que seja levada a cabo pelo clube uma ação de oferta de material médico ou de suporte a hospitais, pessoal hospitalar ou equivalente", informou o Belenenses.

O presidente do emblema de lisboeta, Patrick Morais de Carvalho, agradeceu o gesto e salientou o "grande sentido cívico" de um "grupo de atletas extraordinário", que lidera a Série 2 da II Divisão da Associação de Futebol de Lisboa.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 727 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 35 mil. Dos casos de infeção, pelo menos 142.300 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, que está em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril, registaram-se 140 mortes e 6.408 casos de infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde.

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