Podence em tribunal: Bruno de Carvalho sabia que "jogadores não estavam com ele"

O ex-jogador do Sporting Daniel Podence revela que a relação entre os jogadores e Bruno de Carvalho não eram boas.

Daniel Podence diz ter sido empurrado, mas admite que não era o principal alvo do ataque. Os adeptos que entraram tinham objetivos identificados, como os capitães de equipa Rui Patrício e William Carvalho ou os argentinos Battaglia e Acuña. Lembra em tribunal que os adeptos gritavam "nós é que somos o Sporting".

O avançado deixou o Sporting rescindindo contrato após o ataque à academia. Hoje jogador do Olympiakos, falou em tribunal através do Skype, por videoconferência.

Daniel Podence lembra cerca de "30 indivíduos" que se colocaram em torno de William Carvalho "enchendo-o de socos e pontapés", lembra o jogador.

"O William como era capitão, era mais conhecido pela claque, levou a que fossem ter com ele". Mas não era o único alvo, também procuravam e chamavam por Rui Patrício, Acuña e Battaglia.

Estava ao lado de Misic, croata que também foi agredido "com um cinto". Presenciou ainda agressões a Acuña "com chapadas e socos", assim como a Battaglia e Rui Patrício, sempre cercados por grupos de "3 ou 4 pessoas que iam rodando". Foi ainda arremessado um deposito de água contra o guarda-redes Ruí Patrício. Tudo isto num ambiente com tochas a arder, que "parecia uma guerra", relata Daniel Podence.

Não viu agressões a Jorge Jesus, mas recorda o treinador com a cara "amassada", o aspeto de quem tinha sofrido violência. O treinador estava num corredor de acesso ao balneário.

Daniel Podence reconheceu Elton Camará "Aleluia" no exterior à conversa com Jorge Jesus e outros "2 ou 3 elementos da claque", numa conversa calma, sem contacto físico.

"Nas três semanas seguintes lembro-me de olhar pelo buraco da porta, ou pela janela, com medo", recorda o avançado.

Sobre a reunião da véspera do ataque, marcada para a tarde do dia de folga após o jogo na Madeira, "a reunião foi calma. O presidente quis saber o que se tinha passado na Madeira, algo que não era habitual nele e nas reuniões que tinhamos com ele", explica. Bruno de Carvalho perguntou a Acuña, Battaglia e Rui Patrício porque tinham confrontado os adeptos no aeroporto, dizendo que ele, Bruno de Carvalho, ia resolver o problema.

Bruno de Carvalho disse, lembra Daniel Podence, que acontecesse o que acontecesse, ia estar com os jogadores. Mas recorda "a nossa relação (jogadores) com ele (presidente) não era boa, mas aquela até foi a reunião mais calma", algo que causou "estranheza" a Daniel Podence. "O presidente sabia que os jogadores não estavam com ele"

O antigo jogador do Sporting Daniel Podence garante que a reunião na véspera do ataque a Alcochete com Bruno de Carvalho foi "calma", algo que lhe causou "estranheza", já que o presidente sabia que "os jogadores não estavam com ele".

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