Mundial de MotoGP regressa a Portimão em novembro

Esta vai ser a terceira vez que a categoria rainha do motociclismo de velocidade passa pelo Autódromo Internacional do Algarve.

O Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, vai voltar a receber uma etapa do Mundial de MotoGP, em 07 de novembro, após o cancelamento da etapa australiana, devido às restrições nas viagens devido à pandemia, anunciou esta terça-feira a organização.

O circuito algarvio, que acolheu o Grande Prémio de Portugal, em 18 de abril, na terceira etapa do campeonato do mundo de motociclismo de velocidade, vai acolher a 18.ª prova do ano, uma semana antes da corrida em Valência, que encerra a competição.

Em comunicado, a Dorna, promotora da competição, dá ainda conta da antecipação do Grande Prémio da Malásia em uma semana, para 24 de outubro.

"A continuação da pandemia de Covid-19 e as consequentes dificuldades com as viagens e a logística significam que não é possível confirmar a viabilidade do evento [na Austrália] nesta altura", anunciou a Dorna, em conjunto com a Federação Internacional de Motociclismo (FIM) e a Associação de Equipas (IRTA).

De acordo com a versão revista do calendário do Mundial, mantêm-se 19 provas previstas.

A Argentina mantém-se ainda sem data definida e a Indonésia como prova de reserva.

"Uma ótima notícia" e "um balão de oxigénio" para a região

A autarca de Portimão, em declarações à TSF, não esconde a satisfação com a notícia de que o autódromo algarvio vai receber mais uma prova do circuito mundial de MotoGP. Isilda Gomes espera que a realização da corrida ajude os empresários e os comerciantes locais, que já começam a perspetivar um verão sufocante sem o habitual balão de oxigénio do setor do turismo.

"É uma ótima notícia, por várias razões. Primeiro, porque isso significa que o Autódromo Internacional do Algarve é um autódromo com elevadíssimos padrões de qualidade e que responde às maiores exigências dos pilotos e depois, por outro lado, vem numa altura em que já há pouco turismo, neste momento, nem sabemos o turismo que vamos ter durante o verão, mas pode ser de facto uma boa perspetiva para o turismo em Portimão e no Algarve nessa altura", explica, dizendo que espera que a prova possa ter público nas bancadas.

Isilda Gomes, presidente da Câmara Municipal de Portimão, fala num encaixe de milhões de euros, que é sempre bem-vindo, numa região que já desespera com a crise.

"Espero que também o dia 7 de novembro seja o tal balão de oxigénio que o Algarve precisa desesperadamente tendo em conta o verão que se perspetiva", admite.

O autódromo de Portimão há muito que estava escolhido como alternativa. O presidente da Federação Internacional de Motociclismo explica à TSF que as condições do circuito, assim como a capacidade organizativa, em Portugal, pesaram na hora de substituir a etapa prevista para a Austrália. Jorge Viegas diz que foi fácil tomar a decisão.

"Todas as equipas gostam muito do circuito de Portimão, é um circuito extremamente competitivo, proporciona sempre corridas espetaculares, tem umas infraestruturas invejáveis e toda a gente gosta de vir a Portugal, nós somos um país de acolhimento por todas as razões e mais alguma", diz.

Também ouvido pela TSF, Elidérico Viegas, presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, recebe de braços abertos a notícia da realização de mais uma prova de motociclismo em Portimão, esperando "vivamente, contrariamente às provas anteriores, que esta possa receber público".

"É pena que estes Grandes Prémios estejam a ter lugar apenas em alternativa e não se institucionalizem como Grandes Prémios que tenham lugar todos os anos na região", lamenta, acrescentando que "de qualquer forma, não deixa de constituir uma notícia positiva para a região, sobretudo pelo impacto que tem no exterior a nível mediático", funcionando também "como um meio privilegiado de promoção e divulgação turística da região além-fronteiras".

Apesar de o impacto financeiro se restringir ao eixo Portimão-Lagos, Elidérico Viegas diz que se trata de um momento muito positivo para a economia algarvia.

"O Grande Prémio de MotoGP não tem o mesmo impacto que a Fórmula 1, tem impacto sobretudo nos hotéis e nos empreendimentos que se localizam na área de influência do autódromo, portanto aquela zona de Portimão e até Lagos, mas não deixa de constituir um evento positivo quer pelo público que pode atrair e, sobretudo, se o Grande Prémio puder ter espetadores como se espera nessa altura do ano.

Esta vai ser a terceira vez que a categoria 'rainha' do motociclismo de velocidade passa pelo Autódromo Internacional do Algarve, depois da estreia em 2020, com a vitória de Miguel Oliveira (KTM).

O português ocupa o sétimo lugar da classificação de pilotos, com 85 pontos, menos 71 do que o francês Fabio Quartararo (Yamaha), que lidera o mundial após nove corridas.

* Notícia atualizada às 09h52

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