"Posições extremadas." COP admite saída de presidente ou atletas da federação de judo

José Manuel Constantino admitiu à TSF que "as posições estão extremadas" e "neste quadro requer-se alguma moderação e um pensamento muito centrado naquilo que são os interesses desportivos" de Portugal.

O presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP) esclareceu, esta quinta-feira, que não tem poder legal para afastar o presidente da Federação Portuguesa de Judo (FPJ), mas admite que, no pior cenário, Jorge Fernandes pode deixar o cargo ou os atletas saírem da federação.

Após ter conhecimento da carta assinada por sete atletas olímpicos, que acusam o presidente da FPJ de "opressão", José Manuel Constantino chamou o dirigente a Lisboa.

O presidente do Comité Olímpico de Portugal contou à TSF que tentou evitar males ainda maiores e revelou que, na conversa com Jorge Fernandes, pediu que se entenda com os atletas a bem da modalidade e do país.

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"É desejável, para bem do judo e do desporto nacional, que as posições da direção da FPJ e as posições subscritas pelo conjunto de atletas se aproximem e seja possível encontrar soluções consensualizadas no procedimento da preparação desportiva destes atletas", apelou o presidente do COP.

O dirigente do Comité Olímpico de Portugal admitiu a saída do presidente da Federação Portuguesa de Judo, mas não excluiu a partida dos próprios atletas do organismo. "Se se acentua o processo de clivagem entre ambas as partes e de não aproximação, quer uma hipótese, quer outra, são possíveis."

Neste momento, José Manuel Constantino admite que "as posições estão extremadas" e "neste quadro requer-se alguma moderação e um pensamento muito centrado naquilo que são os interesses desportivos" de Portugal.

Os atletas Telma Monteiro, Catarina Costa, Bárbara Timo, Rochele Nunes, Patrícia Sampaio e Anri Egutidze acusaram o presidente da Federação Portuguesa de Judo (FPJ) de opressão e apelam à intervenção da tutela do desporto.

Em carta assinada pelos seis judocas, mais Rodrigo Lopes, a que a TSF também teve acesso, num total de sete dos 10 atletas do projeto olímpico da modalidade, são muitas as críticas a Jorge Fernandes, acusado de discriminação e ameaças, no que dizem ser um "clima insustentável e tóxico".

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