PSP não vai tolerar desrespeito das normas de segurança no Portugal-Espanha

A PSP garante que vai controlar severamente as entradas e os comportamentos no Estádio de Alvalade, que é, esta quarta-feira, palco do jogo amigável entre as seleções de Portugal e Espanha.

Pela primeira vez em muitos meses, um jogo de grande dimensão, em Portugal, irá contar com adeptos nas bancadas. As seleções de Portugal e Espanha defrontam-se esta noite, no Estádio de Alvalade, em Lisboa, e as autoridades de saúde permitiram uma ocupação máxima de 5% do estádio, o que corresponde a 2.500 lugares.

A polícia tem uma centena de elementos destacados para o jogo, que irão vigiar todos os passos do público que estará a assistir à partida.

Em declarações a TSF, o superintendente Domingos Urbano Antunes, chefe da área operacional do Comando Metropolitano da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Lisboa, explica que o esquema de segurança desenhado para esta noite tem como prioridade o cumprimento de todas as regras preventivas contra a Covid-19.

As entradas para o estádio vão ser feitas através de três fases, com filas segregadas: primeiro, é medida a temperatura dos adeptos - e as autoridades pedem, desde já, "às pessoas que tiverem uma temperatura acima do normal para não se deslocarem ao estádio" -; de seguida, são validados os bilhetes eletrónicos dos espectadores, e, só depois desta triagem, os adeptos tem acesso ao interior do estádio, onde haverá elementos designados para indicar a cada pessoa qual o seu lugar exato, de modo a evitar que o público "ande a deambular" pelo espaço.

As portas do Estádio de Alvalade abrem as 18h00. A polícia pede aos adeptos para que cheguem cedo, uma vez que o controlo a entrada será mais apertado e demorado.

"Para termos tempo para conseguir fazer esta triagem toda, vamos abrir as portas cerca de 1 hora e 45 minutos antes do jogo", explicou Domingos Urbano Antunes.

"O que nós pedíamos é que, de forma antecipativa, [os espectadores] chegassem ao estádio, e, depois, que assumissem também esta responsabilidade", apelou o responsável da PSP.

A polícia recorda que o jogo em causa se trata de "um teste", e que o modo como decorrer esta partida determinará se os jogos seguintes terão público.

"Neste jogo, a lotação [do estádio] está determinada até 5%, que são 2.500 lugares; no próximo, será de 5000 lugares. Mas tudo vai depender do comportamento cívico dos adeptos", alerta.

A PSP espera ser um elemento invisível durante o jogo, mas assegura que todos os olhos vão estar bem atentos.

"Os bares não estão abertos, portanto, não há nenhuma justificação [para que as pessoas circulem pelo interior do estádio], a não ser nos corredores para as casas de banho", afirma Domingos Urbano Antunes. "Em cada bancada haverá elementos que farão esse controlo e, se houver necessidade, também irão ostentar a força, para repor a legalidade", alerta o representantes da PSP, salvaguardando, no entanto, que espera que esse cenário não seja necessário. "Tentaremos, naturalmente, associar-nos ao espetáculo e que a polícia seja apenas um ator invisível."

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