Jogadores recebidos em festa. Europeu de Futsal é "um grande estímulo para o país"

A equipa das quinas foi recebida por Marcelo Rebelo de Sousa, em Belém.

A seleção portuguesa de futsal revalidou o título europeu, ao vencer a Rússia por 4-2 na final do campeonato da Europa de 2022, em Amesterdão.

A equipa das 'quinas' arrebatou o título europeu pela segunda vez consecutiva, depois do triunfo na Eslovénia, em 2018, na sua terceira final, à qual chegou com o estatuto de campeão do mundo, que conquistou em 2021, na Lituânia.

André Coelho, com dois golos, aos 27 e 32 minutos, e Pany Varela, aos 40, consumaram a reviravolta lusa, iniciada ainda na primeira parte, aos 19, por Tomás Paçó, depois de a Rússia, que só venceu uma das sete finais que disputou, se ter adiantado por Sokolov, aos 10, e Afanasyev, aos 13.

Foi Zicky, do Sporting, o jogador escolhido como o melhor no segundo título europeu de Portugal, depois de a seleção vencer a Rússia por 4-2, na final disputada em Amesterdão.

O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Pedro Proença, assumiu o orgulho pela revalidação do título europeu pela seleção portuguesa de futsal, em Amesterdão. "Que feito! Portugal é bicampeão europeu de futsal! Parabéns à seleção de Jorge Braz e a toda a equipa e staff por voltarem a inscrever-nos na elite da modalidade. Que orgulho nesta seleção! Obrigado por nova alegria e redobrado motivo de orgulho", escreveu o antigo árbitro de futebol.

O antigo internacional português Ricardinho, seis vezes eleito o melhor jogador do mundo e que se retirou da seleção em 2021, a seguir ao Mundial, também disse ter a sua vontade cumprida com novo título europeu de Portugal. "O que mais podia desejar dos meus companheiros!! Obrigado, Portugal", escreveu o antigo internacional, ainda em atividade, mas que em novembro anunciou a retirada da seleção das 'quinas', pela qual foi campeão europeu em 2018 e mundial em 2021.

A chegada da seleção portuguesa de futsal, que se sagrou bicampeã europeia, ao Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, aterrou depois das 09h00. Seguiu-se a habitual receção pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém, que começou às 10h00, onde depois seguiram para a Cidade do Futebol.

O Presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Fernando Gomes, foi o primeiro a discursar na chegada a Belém. O líder referiu que "é na derrota que conseguimos criar as condições para nos tornarmos mais fortes, sermos melhores e a partir dai conseguir as vitórias", recordando as derrotas antes dos títulos. "Esta seleção, antes de 2018, perdeu muitas vezes, diria até que perdia quase sempre, mas com essas derrotas, com essa ambição, com esse saber, conseguimos dar a volta", concluiu.

Fernando Gomes falou da seleção nacional, referindo é "a união, a garra e a dedicação, o talento e uma capacidade psíquica fora do normal" que faz com que os portugueses tenham "a felicidade de assistir nos últimos tempos a vitórias verdadeiramente fantásticas".

O Presidente da FPF concluiu a intervenção em Belém com palavras de destaque a Jorge Braz. "Gostaria de destacar Jorge Braz. Não é por acaso que este caminho está a ser seguido, com a sua capacidade de organização e liderança alicerçados por um staff e uma estrutura superlativa, conseguiu sem sombra de dúvidas colocar o futsal português no patamar de excelência do panorama desportivo mundial", concluiu.

O capitão da seleção nacional de futsal, João Matos, começou por dizer que era "bem mais fácil jogar uma final europeia" do que falar ao microfone de Belém. O jogador acrescentou que a equipa "tocou o céu, subimos ao topo de uma montanha e novamente chegámos lá" e que todos personificaram "o que é ser português".

Depois, em algumas palavras dedicadas ao selecionador nacional, Jorge Braz, João Matos falou de um "carinho especial" sobre o timoneiro e diz que ele e os colegas lhe devem "muito" e que "deve estar agradecido" pelo que a equipa lhe dá.

O capitão concluiu que o Europeu de Futsal é mais uma página na "história de Portugal e da história como atletas", porque "as grandes batalhas são dadas aos grandes guerreiros".

No final da passagem pelo Palácio de Belém, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, começou por referir que "Fernando Gomes fez a diferença porque criou um espírito de família" e espera que "até 2024" a seleção continue a somar "mais títulos".

Sobre o Jorge Braz, o PR definiu-o como "uma pessoa muito especial, que mistura aquele ar de senador, tímido, parece distante e ausente, mas não perde um pormenor daquilo que se passa" e voltou a mencionar Fernando Gomes, que ajudou com "a persistência".

Marcelo Rebelo de Sousa recordou o começo sem títulos de Jorge Braz, mas, na sua opinião, a seleção foi "ganhando a embalagem, mas faltavam os títulos". "Persistiu-se, insistiu-se e valeu a pena", adicionou Marcelo, referindo que os títulos "não caem do céu, são fruto do trabalho de preparação".

"Ser português é ser-se heroico nos momentos cruciais", exaltou o Presidente da República.

Durante os jogos, Marcelo referiu que, mesmo estando a perder, "tinha a certeza" que a seleção de Futsal "ia ganhar os jogos". O PR concluiu que o título é "um grande estímulo para o país" e, mais concretamente, para a seleção nacional de futebol "que está a lutar" pelo Mundial do Qatar.

Notícia atualizada às 11h00

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