Os avisos eram claros: "mantenha a surpresa, por favor não tire fotos". A organização bem que tentou, mas com cerca de 15 mil voluntários e convidados a assistirem ao ensaio da cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro, era impossível a ânsia de partilhar o momento de todos os presentes nas redes sociais.
Ao longo de cinco horas, o espetáculo percorre a história do Brasil, desde a chegada dos portugueses, com as primeiras construções dos índios, até ao nascer das grandes cidades que hoje existem no país, sem esquecer as favelas.
Pelo meio, há também espaço para muita música: bossa nova, samba, funk e rap, com vários artistas conhecidos do Brasil a marcarem presença na cerimónia. Por fim, o Carnaval, com 13 escolas de samba a desfilarem pelo relvado.
Mas a parte mais curiosa da cerimónia tem como estrela a modelo Gisele Bündchen, que é vítima de um dos maiores flagelos do país, retratado na cerimónia de abertura, a falta de segurança. Enquanto desfila ao som de "Garota do Ipanema", Gisele é assaltada por um ator, mas tudo acaba bem, naquilo que é suposto ser encarado como uma mensagem de paz.
Muito foi revelado no domingo sobre a cerimónia de abertura, mas, ainda assim, a organização diz que nem tudo foi ensaiado e que cerca de 20% do espetáculo ainda é surpresa.