Rony: os elogios de Jesus, a "família de Abel Ferreira", Pepê e Everton

Resgatado. O extremo explosivo que se anunciava de chegada ao Palmeiras - e que Jorge Jesus elogiou - viveu uma crise de confiança no arranque da temporada. Em entrevista à TSF, Rony explica o que mudou no balneário do clube de São Paulo com a chegada do treinador português.

Se há um elogio a fazer a Abel Ferreira, explica Rony, é a atitude que demonstra perante os jogadores. Não só a confiança que transmite, pelo jeito afável e próximo, mas também aquilo que colhe do contexto que encontra. Foi assim no Palmeiras, desde o primeiro dia, seja na relação com o balneário, seja na proximidade que mostrou com o extremo explosivo que atravessava uma crise de confiança.

"Foi uma temporada fantástica. Consegui resgatar a minha confiança com o treinador", explica Rony. O verbo que escolhe, "resgatar", justifica em parte a mudança que sofreu a meio da temporada. Anunciado como reforço sonante, Rony chegou do Atlético Paranaense como uma das referências na posição de extremo do Brasileirão. Com Wanderley Luxemburgo marcou apenas um golo. Um registo que começou a mudar com a presença do adjunto Andrey Lopes (dois golos), interino até à escolha de Abel Ferreira. Depois de Abel, oito golos.

"O treinador fez-me entender outras posições onde posso jogar. Eu estive como avançado centro, uma posição onde nunca tinha jogado, função que cumpri com Abel Ferreira", explica Rony. E isso só pode acontecer porque acreditou que era capaz de fazer a diferença, também numa função que o obrigava a ocupar espaços que não conhecia. "O treinador só me deu moral, só me deu força."

"No primeiro dia ele procurou conhecer o grupo. Acredito que já tinha ouvido falar sobre cada um de nós. Depois passou-nos confiança", explica sobre o processo de introdução de Abel Ferreira ao balneário. "Ele sempre dizia que nos treinos nós preparamos os jogos."

O treinador percebeu o contexto, sem mudar muita coisa. "Deu continuidade ao trabalho do auxiliar que já estava connosco [Andrey Lopes]. Isso facilitou muito o nosso trabalho, percebendo depois o que ele queria dentro de campo. Está de parabéns porque fez um grande trabalho (...) Fomos assimilando o que ele foi pedindo."

No quotidiano da equipa, Abel Ferreira mostra que quer estar próximo. "É um treinador que fala com todos, brinca com todos. É "super do bem", que passa alegria e confiança para nós. Mas não só Abel, toda a comissão técnica. Acredito que isso é o que faz a diferença para o sucesso", explica Rony.

Os jogadores também perceberam com quem estavam a lidar, perceberam qual o momento do percurso pessoal e profissional do treinador. "A família dele estava longe e por isso, como ele fala, "nós somos os filhos dele". Por isso abraçamos a causa do treinador e para mim esse foi o motivo para que tudo tenha corrido bem".

Voltar ao mundial de clubes

No arranque de uma nova temporada - com o início, embora com jogos adiados do campeonato Paulista -, o Palmeiras ainda não sofreu baixas e até já garantiu um reforço, Danilo Barbosa, antigo jogador de Benfica e Sporting de Braga. "A equipa que temos é muito capaz. Queremos mais. Se na temporada passada conquistamos, nesta nova temporada queremos estar ainda mais preparados para conquistar títulos".

A conquista do campeonato brasileiro é um dos objetivos, mas Rony lembra que a derrota nas meias-finais do mundial de clubes deixou um amargo de boca. "Ficamos felizes por participar e saímos de cabeça erguida. Não foi como imaginamos, mas isso faz parte do futebol. Não ganhamos só, também perdemos, é o futebol". Mas ficou uma certeza para os atletas. "Queremos estar lá novamente este ano, fazer uma grande temporada na Libertadores para poder jogar o mundial novamente".

Jorge Jesus, Everton e Pêpê

Quem são os melhores extremos do campeonato brasileiro? A esta questão Rony prefere não responder, não lhe ficaria bem, explica, citar nomes de uma lista onde, entre risos, admite que também estaria. Há muita qualidade no Brasileirão. À mesma questão, em julho do ano passado, Jorge Jesus respondia com o nome de Rony - então no Athletico Paranaese - mas também de Everton, Dudu (antigo capitão do Palmeiras) e Michael (que Jesus levou para o Flamengo).

"Fico muito feliz por ver reconhecido o meu trabalho por um grande treinador [Jorge Jesus], alguém que venceu praticamente tudo aqui no Brasil. É alguém que tem uma visão do jogo muito boa, fico feliz por esse reconhecimento", comenta Rony.

Everton estava na lista, mas em Portugal desde o início da temporada, o extremo internacional brasileiro tem sentido dificuldades."Cada um tem o seu pensamento. Cada um tem o seu objetivo. Há muitos jogadores que não se adaptam rapidamente. Aconteceu comigo no Palmeiras, onde também não me adaptei rapidamente. Cada um tem a sua forma de pensar, mas acredito que ele não tem outro caminho que não continuar a trabalhar para que regresse o seu bom futebol", explica.

Mas há outro extremo a juntar à lista dos melhores no Brasil. Joga no Grémio, mas, a partir de junho, vai atuar no Futebol Clube do Porto. Sobre Pêpê, Rony só tem elogios. "É um menino que tem evoluído muito. Destacou-se muito aqui no Brasil. Fico a torcer para que ele no FC Porto possa fazer uma grande temporada. Que consiga dar o melhor e, sobretudo, que não perca a humildade que tem", explica o avançado do Palmeiras.

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