"Ser treinador de futebol em Portugal não é o paraíso que se pensa"

Hugo Vicente está a treinar um clube na Noruega, depois da passagem por dois clubes no mesmo país e uma curta passagem na China. É o entrevistado desta semana no programa da TSF Treinadores portugueses pelo Mundo.

Hugo Vicente tinha terminado um projeto no Sporting Clube de Braga quando sentiu que precisava de algo mais, de dar um passo em frente na sua carreira e de procurar um novo desafio. E assim foi. Em 2013, o treinador português rumou à Noruega, para um país onde se viria a sentir em casa. "Ser treinador de futebol em Portugal não é o paraíso que se pensa", garante.

Enviou o currículo pela internet, contactaram-no e acabou por conseguir o lugar. Nem tudo foi fácil, a camisola interior fazia parte do dia a dia, até no verão, mas Hugo recorda que encontrou um "pequeno paraíso, um meio muito muito pequeno, uma realidade bastante díspar daquilo a que estava habituado".

No plantel havia estudantes que só vinham jogar ao fim de semana e até jogadores que só estavam presentes mês sim, mês não, devido ao trabalho. "O meu projeto no clube era tornar o clube mais profissional, todo o processo mais sério, e acho que demos passos nesse sentido", frisou.

Três anos depois mudou-se para o Follo, no mesmo país, onde pouco tempo depois percebeu que o projeto não iria ter o sucesso que havia pensado. Foi nessa altura que surgiu a "opção de integrar as escolas do Benfica na China", onde esteve alguns meses, mas o regresso à Noruega aconteceu com um novo convite.

"Entrei como treinador de iniciados do Viking, estou como um dos adjuntos da equipa sénior, estou na equipa B e com os juniores", contou à TSF.

Neste momento encontra-se feliz na Noruega e nem pensa voltar a Portugal. "Confesso que estou tão adaptado que me sinto em casa. Em Portugal só consegues ter [a mesma qualidade de vida] nos clubes de topo. Não há assim tantos clubes em Portugal. Mais facilmente dou um passo aqui na Escandinávia do que para voltar para Portugal", frisou, deixando em aberto uma hipótese de regressar um dia.

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