Sérgio Conceição reconhece que data da UEFA pode não ser cumprida

Técnico dos dragões defendeu que o importante, neste momento, é a "saúde e são as pessoas".

O treinador do FC Porto, Sérgio Conceição, reconheceu esta sexta-feira que "a data limite imposta pela UEFA para os campeonatos acabarem" pode não ser cumprida, em virtude da incerteza que se vive atualmente no mundo devido à Covid-19.

Numa conversa nas redes sociais com Fabio Cannavaro, antigo internacional italiano e agora treinador dos chineses do Guangzhou Evergrande, o técnico dos dragões defendeu que, "apesar de todos os interesses envolvidos" nesta questão do fim do campeonato, devido à propagação da Covid-19, o importante, neste momento, é a "saúde e são as pessoas".

"A UEFA disse que todos campeonatos devem ser concluídos e definiu uma data para isso. Definir uma data não é seguro, não sabemos quando isto vai acabar. Compreendo que há muitos interesses no futebol, coisas muito importantes, mas o mais importante de tudo continua a ser a saúde das pessoas", comentou Sérgio Conceição, lembrando depois que, "mesmo com jogos à porta fechada, há muita gente envolvida na organização de uma partida de futebol".

O treinador portista também falou ainda da luta com o Benfica pelas conquistas do campeonato e da Taça de Portugal, salientando o gosto especial em vencer uma equipa rival.

"Quando conseguimos vencer outro rival forte, a vitória torna-se mais bela. Também estamos na final da Taça de Portugal, mas ainda não sabemos quando a vamos jogar", frisou.

Em relação ao período de combate à propagação do novo coronavírus, o treinador português disse ao antigo colega de equipa no Parma e no Inter como os portugueses estão a agir.

"Estamos a respeitar as normas do Governo português, o isolamento é muito importante para todos. Estar em casa é tudo o que podemos fazer para proteger a família e todos os outros", sublinhou.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia de Covid-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 54 mil. Dos casos de infeção, cerca de 200 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia, e o continente europeu é neste momento o mais atingido, com cerca de 560 mil infetados e perto de 39 mil mortos.

Em Portugal, que está em estado de emergência desde as 00h00 de 19 de março e até às 23h59 de 17 de abril, registaram-se 246 mortes e 9886 casos de infeções confirmadas, segundo o balanço feito esta sexta-feira pela Direção-Geral da Saúde.

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