O dia em que Simone Biles fez história. De menina terra a terra a dona das alturas

Simone Biles voltou a vencer este fim de semana, pela sexta vez, o campeonato nacional de ginástica dos Estados Unidos, no Kansas. As imagens mostram como a atleta de 22 anos fez história, mas esta não é a primeira vez que a ginasta leva a modalidade às alturas.

Simone Biles é a atleta que contraria as estatísticas e as convenções. A média da idade para o auge dos atletas da ginástica artística indica que deveria estar afastada do desporto. Adversidades como lidar com os abusos sexuais de um médico da equipa em que sempre confiou (Larry Nassar), também. Mas nem os que desconfiam do potencial da ginasta que já não tem 16 anos a despenteiam.

Seis vezes campeã mundial, com mais de 20 medalhas, a maior parte de ouro, Simone Biles é um animal de palco que conseguiu tornar-se, aos 22 anos, a primeira mulher em quase 70 anos a ganhar seis títulos "all-around" (individual geral) nos campeonatos norte-americanos. Mas até os Estados Unidos da América são pequenos para quem tem o mundo a seus pés. Para quem leva a ginástica às alturas.

O que só pode ser descrito por imagens e que nem mil palavras expressam traduz-se num triplo-duplo no solo, uma acrobacia tão impressionante quanto inédita para uma mulher atleta. A verdade é que Simone Biles quebra as barreiras da idade e do género, num duplo salto mortal com três rotações que põem a cabeça de muitos à roda. Antes disso, se dúvidas houvesse, a ginasta tinha sido a primeira atleta, géneros à parte, a conseguir, na trave, uma saída imaculada de um duplo mortal com pirueta dupla.

As imagens impressionam e levam a questionar como é possível, pergunta a que os prémios, sem dúvida, respondem. Imbatível desde 2013, ano em que se estreou nas competições internacionais, Simone Biles só parou a contagem dourada e prateada em 2017, altura em que optou por um ano sabático.

O solo é a especialidade da atleta, e as assimétricas o ponto fraco digno da prata. O movimento (duplo em prancha com meia pirueta) batizado com o nome histórico - Simone Biles - eterniza a ascensão da primeira norte-americana a subir ao pódio de todos os eventos de um campeonato do mundo.

A mudança de treinadores, após o ano de pausa, também parece ter renovado a carreira de Simone Biles na ginástica artística. Há pouco mais de uma década, a atleta já estaria reformada, mas a menina terra a terra de Ohio, que se considera "feliz, vibrante e energética", continua a dar sinais dourados de longa vida no desporto.

Talvez, como afirmou no início do ano, se afaste após os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. Por agora, a ginasta a quem Nastia Liukin já só quer dar a coroa vai continuar a brilhar e a desafiar a barra dos recordes.

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