Sindicato dos jogadores pede mais intervenção do Governo nos problemas do futebol

O presidente do Sindicato dos jogadores, entrevistado na manhã TSF, afirma que é preciso dialogar e articular posições para dar resposta a situações de tráfico de pessoas, falsos contratos e exploração de futebolistas em Portugal.

Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato dos jogadores de futebol profissional pede mais intervenção das autoridades governativas para combater o problema que surge com tráfico de pessoas, falsos contratos e exploração de jogadores no futebol em Portugal.

"É preciso, mais do que nunca, dialogar, articular posições e salvaguardar esta atividade que é transversal e tem um impacto enorme na sociedade", afirma.

O presidente do Sindicato refere que a tutela do setor "tem-se demitido completamente". Joaquim Evangelista explica que, nestas situações, os casos são encaminhados para as instituições que "não têm dado reposta e os jogadores ficam abandonados".

"O Sindicato fá-lo porque assume a sua solidariedade, mas não é uma competência nossa, essa responsabilidade é do Estado e de uma vez por todas tem que a assumir", sublinha.

O presente não está fácil para a sociedade com a pandemia de Covid-19. No futebol, o dinheiro também vai faltando aos clubes de divisões inferiores. Joaquim Evangelista, entrevistado esta manhã na TSF, explica como se consegue alertar para os casos mais graves entre os atletas.

"Pedi a todos os capitães de equipa que, se houvesse casos desses, mos transmitissem para atuar", revela.

O presidente do Sindicato dos jogadores de futebol profissional indica que houve casos no Oliveirense, União de Leiria, União da Madeira, Olímpico do Montijo, Setúbal. Para estas situações foi criado um fundo de emergência reforçado no valor de 250 mil euros, a fundo perdido, para "acorrer a situações emergentes económicas, de saúde ou familiares".

"Se houver jogadores a passar fome é por desconhecimento do sindicato", acrescenta.

Joaquim Evangelista diz que a pandemia agravou os salários em atraso no campeonato de Portugal, "onde não existe ainda um modelo de licenciamento eficaz, um controle financeiro e há muito amadorismo".

Nos últimos anos, na primeira e segunda liga foi aprovado o regulamento de licenciamento, o controlo financeiro ao longo da época, "portanto esse tema subsiste nas competições não profissionais porque ainda não foi possível distinguir o que é amadorismo do que é profissionalismo".

Joaquim Evangelista, convidado da manhã da TSF, foi entrevistado como presidente e recandidato à liderança do sindicato dos jogadores. A lista concorrente com a candidatura "De jogadores para jogadores", liderada por Ibraim Cassamá, do Real Massamá, e Ana Filipa Lopes, do Condeixa, não aceitou o convite para esta conversa, deixando para mais tarde uma reação e justificando que as eleições ainda não têm uma data marcada. As eleições devem decorrer na primeira quinzena de abril.

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