Sonho paralímpico concretiza-se. Dupla afegã consegue competir em Tóquio

Depois de terem estado impedidos de sair do Afeganistão, Hossain Rasouli e Zakia Khudadadi conseguiram chegar a Tóquio para participar nos Jogos Paralímpicos.

Depois da retirada de Cabul e de uma operação secreta para o levar até Tóquio, o atleta paraolímpico afegão Hossain Rasouli, contra todas as probabilidades, competiu esta terça-feira no salto em comprimento.

Após os taliban terem invadido a capital do Afeganistão, Rasouli e o companheiro paraolímpico Zakia Khudadadi viram-se encurralados e sem meios para chegar a Tóquio. Parecia que o sonho paralímpico tinha acabado. Um voluntário da competição carregou, simbolicamente, a bandeira afegã durante a cerimónia de abertura dos Jogos, sem atletas no terreno para participar.

No entanto, durante o fim de semana, as autoridades revelaram que a dupla afegã tinha sido retirada com sucesso do país. Após uma paragem no Dubai, foram levados para Paris e passaram uma semana no centro de treino de alto rendimento do Ministério do Desporto francês antes de voarem para a capital japonesa, onde chegaram no sábado à noite.

O porta-voz do Comité Olímpico Internacional, Craig Spence, disse na terça-feira que Rasouli estava "muito entusiasmado por estar hoje a competir".

Rasouli, cuja mão esquerda foi amputada como resultado de uma explosão de uma mina, terminou em último na prova, revelando a sua inexperiência, visto que foi a sua primeira vez a participar no salto em comprimento numa grande competição. Ainda assim, Spence refere que "foi ótimo vê-lo" naquilo que foi "uma ocasião muito especial".

Khudadadi, o outro atleta paralímpico afegão, vai competir em taekwondo, esta quinta-feira.

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