Sporting consagrou-se entre futebol e desacatos. O filme da festa, depois do fumo

O Sporting sagrou-se campeão nacional 2020/2021. Coube a Paulinho carimbar o título um golo mas, fora das quatro linhas, nem tudo correu pelo melhor e a madrugada acabou por trazer névoa, muita névoa, aos festejos do Sporting.

Foi um dia, e especialmente uma noite, que fica na história do Sporting. O 19.º título de campeão nacional chegou a Alvalade 19 anos depois e foi confirmado com um único golo de Paulinho frente ao Boavista, levava o jogo 36 minutos. Mas a festa começara horas antes do início do jogo, com milhares de adeptos junto ao Estádio de Alvalade.

Receberam a equipa pouco depois das 19h00, numa rua junto ao topo norte do estádio, entoando cânticos no meio de bastante fumo verde mas com pouco distanciamento social, obrigatório para combater a pandemia de Covid-19. A esse comportamento de risco juntou-se outro: poucos utilizaram a máscara, um comportamento expressamente indicado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Já o jogo ia a meio - e o Sporting tinha marcado - quando das ruas à volta do estádio chegavam notícia de que nem tudo corria bem. Ao intervalo houve registo de desacatos entre adeptos e PSP, com registo de feridos e necessidade de assistência pelo INEM. A saída do autocarro do Sporting chegou mesmo a ser colocada em causa.

Dentro do estádio, o Sporting ia controlando a vantagem mas não se livrava de causar calafrios aos adeptos. Numa noite em que Paulinho esteve especialmente perdulário, os sportinguistas precisaram de sangue frio para ver o Sporting campeão. Mas viram e, no momento crucial, o Relato TSF estava lá. Ouça tudo aqui:

Estava confirmado. Dezanove anos depois, o Sporting é campeão nacional de futebol e Rúben Amorim foi o homem que, ao leme da equipa, pegou numa mistura de juventude e experiência e fez dela uma equipa vencedora.

E para chegarem aqui os leões precisaram de, desafio a desafio, amealhar pontos enquanto não perdiam com ninguém. Recorde aqui os jogos mais importantes da caminhada verde e branca até ao título.

No final do jogo, Rúben Amorim era um treinador orgulhoso da sua equipa e do que tinha conquistado.

O feito do Sporting não passou ao lado de figuras como o Presidente da República e o primeiro-ministro, mas também Cristiano Ronaldo, Manuel Fernandes e Pedro Proença, ou de Bruno de Carvalho.

Pela TSF passou o antigo presidente leonino Sousa Cintra, que deixou elogios a Rúben Amorim e ao feito do Sporting e reconheceu também que a ausência dos adeptos no estádio acabou por ser um fator importante na caminhada até ao título.

A madrugada traria os festejos que faltavam. Depois de quase 45 minutos parados em Alvalade, eram 2h00 quando os dois autocarros que transportaram equipa e staff partiram, em marcha lenta, para o Marquês de Pombal. O percurso não se fez, no entanto, sem problemas: eram quase 3h00 quando se registou uma carga policial sobre alguns dos adeptos.

Ainda seria precisa mais uma hora para a comitiva chegar à rotunda do Marquês e contorná-la, voltando pelo mesmo percurso que já tinha feito. Ao contrário do que estava previsto, o autocarro panorâmico parou durante alguns minutos no meio da praça, com os jogadores, equipa técnica e estrutura do Sporting a festejarem com os adeptos. Para trás ficava uma nova carga policial e uma nova onda de petardos.

A viagem de volta não chegou a demorar metade do tempo: ainda não eram 5h00 quando a comitiva chegou, de novo, a Alvalade. A volta triunfal estava completa e, levantado o fumo, o Sporting é campeão nacional.

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