Suécia segue exemplo polaco e também não jogará com a Rússia no play-off para o Mundial 2022

Suécia tem encontro marcado com a República Checa para o dia 23 de março e, caso passe à final do play-off para o Mundial 2022, poderia enfrentar a Rússia.

A Suécia avisou este sábado que não jogará com a Rússia se as duas seleções se encontrarem na final do play-off para o Mundial 2022 de futebol, como forma de protesto contra a invasão da Rússia na Ucrânia.

"Seja qual for a decisão da FIFA, não jogaremos contra a Rússia em março", garantiu em comunicado o presidente da Federação sueca de futebol, Karl-Erik Nilsson, juntando-se a uma posição idêntica já hoje assumida pela Polónia.

Os polacos deveriam defrontar fora a Rússia nas meias-finais do play-off para o Mundial no Qatar, em 24 de março, e o vencedor desse encontro defrontaria na final do apuramento, em 29 do mesmo mês, o vencedor do jogo entre Suécia e República Checa.

Mais cedo, a Polónia também disse, através do presidente da sua federação, Cezary Kulesza, que não encara a hipótese de jogar o jogo de qualificação diante da seleção da Rússia, considerando ser essa a única "decisão correta".

"Trégua nas palavras, é tempo de agir. Em virtude da escalada da agressão da Federação Russa na Ucrânia, a equipa da Polónia não encara a hipótese de jogar a partida de qualificação contra a seleção da Rússia", escreveu o dirigente.

Entretanto, também este sábado, a Taça do Mundo de biatlo "baniu" as bandeiras e os hinos russo e bielorrusso das competições sob a tutela da Federação internacional, justificando que são essas as recomendações do Comité Olímpico Internacional (COI).

No Reino Unido, a secretária para os assuntos internos, Priti Patel, recusou este sábado vistos de entrada à seleção de basquetebol da Bielorrússia, que deveria defrontar a Grã-Bretanha, no apuramento para o Mundial, face à posição de Minsk no conflito, em que apoiou tropas russas na invasão.

"O Reino Unido não acolherá equipas nacionais de países que são cúmplices na invasão não provocada e ilegal de Putin", escreveu a governante na rede social Twitter.

São várias as reações no mundo do desporto, e também o governo sueco apelou a medidas e sanções mais amplas contra a Rússia, nomeadamente a uma exclusão do país de todas as competições desportivas sob a alçada dos 27 da União Europeia.

Na sexta-feira, a UEFA decidiu retirar a Liga dos Campeões de futebol à cidade de São Petersburgo, e a Fórmula 1 decidiu cancelar o Grande Prémio que estava previsto para setembro em Sochi.

No Esqui, as federações da Noruega e da Suécia fizeram este sábado saber que os desportistas russos não são bem-vindos às provas nestes dois países, previstas para o próximo mês, enquanto a Polónia já disse hoje que se recusa a disputar o 'play-off' para o Mundial de futebol de 2022.

A Rússia lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já provocaram pelo menos 198 mortos, incluindo civis, e mais de 1.100 feridos, em território ucraniano, segundo Kiev. A ONU deu conta de 120.000 deslocados desde o primeiro dia de combates.

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que a "operação militar especial" na Ucrânia visa desmilitarizar o país vizinho e que era a única maneira de o país se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional e motivou reuniões de emergência de vários governos, incluindo o português, e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), UE e Conselho de Segurança da ONU, tendo sido aprovadas sanções em massa contra a Rússia.

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