Suspeitos de ameaças a árbitros «seriam adeptos do Benfica»

Nove adeptos de um clube de Lisboa foram constituídos arguidos por ameaças a árbitros. Segundo uma fonte ligada ao processo, citada pela Lusa, trata-se de «adeptos do Benfica».

Nove adeptos de um clube de Lisboa foram, esta quinta-feira, constituídos arguidos, acusados de ameaças a quatro árbitros de futebol. A agência Lusa, que cita uma fonte ligada ao processo, escreve que «seriam todos do Benfica».

A PJ anunciou, esta quinta-feira, que os nove jovens são adeptos de um clube de Lisboa, mas uma fonte ligada ao processo adianta à agência Lusa que seriam adeptos do Benfica.

A mesma fonte revela que, para já, não há indícios que levem a PJ a considerar que se tratam de elementos de claques organizadas, com instruções do próprio clube, mas as investigações vão continuar.

As pressões eram feitas através de mensagens de telemóvel nos últimos oito meses. Antes dos jogos, os arguidos coagiam e faziam ameaças de morte e à integridade física dos árbitros.

Os casos foram denunciados à Judiciária pelos próprios árbitros. Ainda esta quinta-feira, a PJ fez buscas domiciliárias em Paredes, Rio Tinto, Tondela, Lisboa e Ponta Delgada, tendo apreendido telemóveis e computadores.

Os nove arguidos foram sujeitos a termo de identidade e residência, a medida de coação mais ligeira.

O semanário Expresso avançou que dois dos árbitros ameaçados são Vasco Santos e Jorge Sousa, eleito o melhor árbitro da época passada.

O jornal adiantou que depois do jogo Sporting de Braga – Benfica, um encontro que a equipa minhota ganhou por 2-1, Jorge Sousa recebeu uma chamada anónima e o autor da chamada terá dito que o árbitro se portou mal e, em tom ameaçador, referiu que a mulher estava sozinha em casa.

Em declarações à TVI 24, Hermínio Loureiro acrescentou que «Vítor Pereira, presidente da Comissão de Arbitragem», lhe contou, em Dezembro, que ele e um conjunto de outros árbitros estavam a receber «mensagens anónimas de ameaça a eles e às suas famílias».

Na sequência das queixas dos árbitros, o presidente demissionário da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) pediu na altura uma reunião com o director da PJ. Foi depois iniciada uma investigação, que começou agora a dar frutos. 

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de