Rússia e Taiwan nos olímpicos sem nome, bandeira e hino

Em Tóquio além dos refugiados há atletas de dois estados que competem representados pelos cinco anéis olímpicos. Por razões diferentes a Rússia e Taiwan apresentam-se com um nome diferente.

Há muitas décadas que Taiwan compete com estas condições. O país é obrigado a participar nos jogos com o nome Taiwan chinês. Desde 1979 que o comité olímpico internacional obriga ao uso deste nome. No mesmo ano baniu o uso da bandeira e do hino, decisões tomadas por razões politicas.

Há 3 dias quando Kuo Hsing-chun se tornou campeã olímpica de halterofilismo 59 quilos, muitos se espantaram por não ouvirem o hino ou verem a bandeira. As redes sociais rapidamente se encheram com perguntas e críticas ao comité olímpico internacional, mas os atletas de Taiwan já se resignaram às condições especiais para poderem participar nas olimpíadas.

Quanto à Rússia teve de mudar hino, bandeira e nome por causa do escândalo de doping que atingiu o país depois dos jogos de inverno em Sochi. Nessas olimpíadas o país tinha um esquema estatal de dopagem para beneficiar os atletas nacionais.

Se até agora a presença dos atletas do comité olímpico russo tem sido encarada com naturalidade, hoje houve uma vitória contestada.

O norte-americano Ryan Murphy não conseguiu reconquistar a medalha de ouro nos 200 metros costas e disse que não sabia se tinha participado numa corrida limpa.

O vencedor da prova foi Evgeny Rylov um nadador do comité olímpico russo.

O britânico, que conquistou a medalha de bronze, também disse ser frustrante não saber se os adversários recorrem a meios ilícitos.

Evgeny Rylov respondeu às suspeitas jurando perante os jornalistas que nunca fez batota e que defende que o desporto deve ser honesto.

Com os jogos em Tóquio o Japão já bateu um recorde. A equipa conquistou 17 medalhas de ouro, mais uma do que o anterior máximo conseguido em 1964 em Tóquio e em 2004 em Atenas.

Também a Austrália está a conseguir excelentes resultados. O comité olímpico do país justifica as 9 medalhas de ouro com um detalhe: o bom café.

Na zona australiana da aldeia olímpica foi colocado um carrinho de café para que os atletas sintam o gosto de casa.

O que o comité não esperava é que um australiano, especialista em café que vive no norte do Japão, viajasse até Tóquio para despertar os sentidos dos atletas.

Por dia ele faz, em média, 600 capuccinos, machiattos, expressos e galões. Para agradecer a ajuda do barista, o comité já lhe ofereceu um uniforme oficial da equipa Austrália.

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