Tarantini e a ansiedade:"Há que lembrar que passaram apenas duas semanas"

Como treinam e o que fazem os jogadores de futebol da primeira liga durante este período em casa? Diariamente na TSF, a situação no país e no futebol, do ponto de vista de um atleta.

Os treinos em casa, os contactos com a família, a preocupação com as notícias que se ouvem na rádio, na televisão, que circulam na Internet, a mudança de hábitos, criam ansiedade nos atletas, revela Tarantini. Para o capitão do Rio Ave, não há outro caminho para os profissionais de futebol que não respeitar o tempo de espera e manter a forma.

"Profissionalmente, há ansiedade sobre aquilo que vai acontecer, mas há que lembrar que apenas passaram duas semanas, e não sabemos o que aí vem", lembra o médio de 36 anos de idade.

Mas o plano profissional é apenas uma parte das preocupações. "Tenho em casa um recém-nascido e uma filha com quase dois anos", explica o jogador. "O que mais me preocupa nesta fase é a que a família esteja protegida, longe deste vírus. Sei também que os mais familiares mais velhos são uma população de risco".

O futebol como exemplo

Em Vila do Conde "já há alguns casos confirmados", lembra Tarantini. "Felizmente não foi confirmado nenhum caso no Rio Ave, também porque o clube foi célere em tomar medidas de prevenção e contingência". Uma ação rápida no clube, mas não só. Tarantini acredita que o futebol profissional em Portugal foi exemplar no que à prevenção diz respeito., "Para o campeonato naquela altura foi essencial para que tivéssemos ajudado a controlar, em especial nos clubes, permitindo que não aparecesse nenhum caso".

Aos jogadores resta esperar, mesmo que a ansiedade pelo regresso aos relvados cresça de dia para dia. "Esperamos que tudo possa recomeçar, é nossa intenção terminar em segurança o campeonato, mas para já é só uma intenção, é tudo muito imprevisível".

Os treinos diários são feitos em casa, rotinas diferentes daquelas que um atleta profissional está habituado. "É muito difícil ter uma rotina parecida com aquele que tínhamos diariamente. Tenho tentado ter essas rotinas, mesmo sabendo que correr não é futebol, mas minimiza a paragem que estamos a ter", trabalho complementado com treino de força, feito sempre em casa.

"Tendo em conta o panorama nacional não posso dizer que esteja a viver de uma forma negativa o isolamento. Exige outras rotinas, mas sobretudo, sinto ansiedade por aquilo que vai acontecer no futuro", aponta Tarantini.

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