Templo da velocidade de Max. Verstappen vence GP de Itália e está com uma mão no título

Na casa da Ferrari, os tifosi saíram com um olhar cabisbaixo. O Grande Prémio de Itália terminou atrás do safety car e consagrou Max Verstappen pela 11.ª vez na época, a quinta consecutiva, colocando o neerlandês ainda mais perto do título, que já poderá conquistar em Singapura.

Os motores voltaram a aquecer para a 16.ª ronda do campeonato do mundo de Fórmula 1, que chegou a Itália para a última corrida em solo europeu na temporada de 2022. No Autódromo de Monza, conhecido como o templo da velocidade, Max Verstappen foi o mais rápido

À partida do Grande Prémio, foi difícil definir a grelha de partida. Nove pilotos foram penalizados, quer pelo uso de componentes adicionais nos monolugares, quer por acumulação de reprimendas e não respeitarem as bandeiras amarelas, como foi o caso de Yuki Tsunoda, da Alpha Tauri, que partiu em último.

Lewis Hamilton, da Mercedes, e Carlos Sainz, da Ferrari, partiram de 19.º e 18.º, respetivamente. O líder do campeonato, Max Verstappen, também desceu na classificação e começou em sétimo, enquanto Charles Leclerc tinha a melhor vista de todos os pilotos, partindo da pole position.

As cinco luzes dos semáforos apagaram-se e o neerlandês da Red Bull começou logo a subir posições. Em meia dezena de voltas, o campeão do mundo já se encontrava no segundo posto, quando um safety car virtual foi acionado para que fosse retirado o carro de Sebastian Vettel, obrigado a abandonar.

Com isso, Charles Leclerc e a Ferrari tentaram apostar numa estratégia diferente para o resto da corrida. Com menos tempo perdido numa paragem às boxes, a scuderia italiana colocou pneus médios no carro número 16, depois de ter arrancado com compostos macios. Assim, Max Verstappen aproveitou para assumir a liderança.

O cenário da liderança do neerlandês continuou até à sua paragem nas boxes, à 26.ª volta, onde regressou à pista a dez segundos de Leclerc. O monegasco voltou a parar, à volta 34, a 20 segundos de Verstappen e, com pneus macios, tentava aproximar-se da liderança, numa tarefa que parecia muito complicada desde o momento em que saiu da via das boxes.

A corrida entrou numa fase com menos batalhas, com os carros da frente todos com uma grande distância. O vulcão em Monza entrou em ebulição quando o safety car entrou em pista após um abandono de Daniel Ricciardo e a esperança de um final entusiasmante invadiu todos os presentes no local e os adeptos da Fórmula 1.

Contudo, a tarefa de remoção do carro número três da McLaren mostrava-se um desafio difícil para os comissários. Por isso, não deu tempo para se voltar a correr na pista italiana e Max Verstappen cruzou a linha de meta atrás do safety car, seguido por Charles Leclerc e George Russell, que terminou, mais uma vez, no último lugar do pódio.

Mais atrás, Lewis Hamilton e Carlos Sainz acabaram por recuperar 14 lugares, para terminarem em quarto e quinto, respetivamente. Um dos maiores destaques do fim de semana foi Nyck De Vries, que se estreou na categoria devido a uma apendicite de Alex Albon, pela Williams, e somou dois pontos na primeira corrida, terminando em nono lugar.

O neerlandês da Red Bull quebrou um enguiço e foi pela primeira vez ao pódio no mítico circuito de Monza. Além disso, somou a quinta vitória consecutiva e a 11.ª em toda a temporada, somando 335 pontos, mais 116 em relação a Charles Leclerc. O campeão do mundo em título já está em posição de renovar o título na próxima ronda, em Singapura.

A Fórmula 1 entra agora numa pausa de três semanas devido ao cancelamento do Grande Prémio da Rússia. O Grande Prémio de Singapura realiza-se entre 30 de setembro e 2 de outubro, no circuito de Marina Bay, para a 17.ª ronda do campeonato do mundo.

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