Verona proíbe líder de adeptos de entrar no estádio por insultos racistas

Depois de proferir insultos racistas no jogo entre o Verona e o Brescia, o líder da claque da equipa da casa afirmou que Balotelli "nunca será completamente italiano". Luca Castellini fica proibido de entrar no estádio até 2030.

O Verona proibiu a entrada no estádio do clube até 2030 do líder do grupo de adeptos radicais, após Luca Castellini ter afirmado que o futebolista Mario Balotelli não era "totalmente italiano", anunciou hoje a equipa transalpina.

O Verona, no qual alinha o português Miguel Veloso, justificou a decisão, alegando que as declarações de Castellini sobre o avançado internacional italiano "são de grande gravidade" e "contrárias aos princípios éticos e valores do clube".

No domingo, Balotelli chegou mesmo a ameaçar abandonar o jogo da 11.ª jornada do campeonato italiano, depois de ter sido alvo de insultos racistas por parte da claque do Verona, mas permaneceu em campo e marcou o único golo do Brescia, que perdeu por 2-1.

Liga fecha setor do estádio

A comissão de disciplina da Liga italiana de futebol decidiu, igualmente, encerrar por um jogo um setor do estádio do Verona, do qual partiram os insultos racistas.

O local em questão situa-se no setor 'Poltrona Este' do estádio Bentegodi, em Verona, e pode acolher cerca de 3.500 adeptos, num recinto que tem lotação para cerca de 30.000 espetadores.

Em comunicado, a comissão de disciplina explica que os insultos racistas "foram claramente audíveis, não só pelo jogador, mas também pelo delegado mais próximo".

O racismo tem marcado as últimas semanas do futebol europeu. O Comité Disciplinar da UEFA puniu a Bulgária com um jogo à porta fechada pelos cânticos racistas e saudações nazis na receção à Inglaterra, a cumprir na qualificação para o Euro2020 de futebol.

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