Vitória de Setúbal e Santa Clara lembram: documento da DGS não é definitivo

Paulo Gomes diz que os testes positivos a jogadores estão a surgir "no tempo certo". Nos Açores, o Santa Clara volta a testar os atletas nos próximos dias

Os presidentes de Santa Clara e Vitória de Setúbal lembram que o documento orientador para o futebol divulgado pela DGS não é um "documento final" e garantem que os clubes estão a fazer tudo para que o regresso aos relvados seja o mais seguro possível.

Depois de três jogadores do Futebol Clube do Porto terem questionado a responsabilidade dos jogadores pelas consequências do regresso aos jogos da I Liga, o presidente do Vitória de Setúbal admite que nem todos os atletas concordam com o texto apresentado.

"Os clubes tem sido, provavelmente os mais profissionais no cumprimento das ordens e ações da DGS. Quanto ao que a DGS lançou cá para fora o documento, houve da parte dos nossos atletas algum repudio, mas, de qualquer forma, não é um documento final e há muitos pontos onde podemos chegar a acordo", lembra Paulo Gomes.

Já o presidente do Santa Clara diz que há que respeitar a posição dos atletas. "Vivemos em democracia. Os jogadores enquanto cidadãos têm o direito de expressar a sua opinião. Temos de respeitar", afirma Rui Cordeiro.

Testes positivos no tempo certo, para os presidentes

Sobre os testes positivos registados a atletas da I Liga, Paulo Gomes considera que este é o momento certo para despistar casos e evitar contaminações. "Não vejo o como algo negativo. É para isso que os testes são feitos, para quem em devido tempo possamos tomar as decisões certas para reduzir os problemas", reitera o dirigente sadino.

Já nos Açores, Rui Cordeiro garante que nos próximos dias os atletas do Santa Clara vão voltar a ser testados. O clubes está a esforçar-se para que o futebol cumpra com as orientações da DGS.

Cinco substituições e outros cuidados

Para além das medidas de segurança dentro e fora de campo, com o contributo da FIFA o futebol deve ser retomado com alguns cuidados especiais, também no que à configuração do jogo diz respeito. A mudança do número máximo de substituições é significativo, dizem os dirigentes.

Paulo Gomes lembra que esta solução já era possível nos escalões de formação. "Vai permitir que sejam mais jogadores utilizados" e pode até, diz, "tornar os planteis bem mais equilibrados". Paulo Gomes salvaguarda. no entanto, que esta mudança nas regras não pode "atrasar o jogo", no que ao tempo útil diz respeito.

Para Rui Cordeiro, a possibilidade de fazer mais substituições não ajuda apenas na recuperação dos atletas para um calendário mais apertado, do ponto de vista físico. "Salvaguarda os índices físicos e emocionais dos atletas", diz o dirigente do Santa Clara.

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