Volta a França. Bernal a 128 quilómetros de uma vitória histórica

Com 22 anos e seis meses, o corredor de Bogotá está a apenas 128 quilómetros de subir ao pódio final de Paris com a camisola amarela.

Egan Bernal está prestes a tornar-se o primeiro colombiano a vencer a Volta a França em bicicleta e o mais jovem do pós-guerra, depois de segurar a liderança na 20.ª e penúltima etapa este sábado, ganha por Vincenzo Nibali.

Com 22 anos e seis meses, o corredor de Bogotá está a apenas 128 quilómetros de subir ao pódio final de Paris com a camisola amarela e alcançar o objetivo que o compatriota Nairo Quintana tem vindo a adiar - foi segundo em 2013 e 2015 e terceiro e 2016.

"Ainda é preciso chegar a Paris, mas só falta uma etapa. (...) É de tal forma incrível, não consigo descrever aquilo que sinto hoje. Sentia-me bem, com boas pernas, mas fui pensando quilómetro após quilómetro e dizia a mim mesmo 'um a menos' a cada um que passava. Só me dei conta quando vi a chegada e Geraint Thomas me estendeu a mão. Foi aí que percebi que ia ganhar a Volta a França", disse Bernal, que será o terceiro mais novo a vencer a 'Grande Boucle' depois do francês Maurice Garin, em 1904, e o luxemburguês François Faber, em 1909.

Numa tirada encurtada na véspera para 59,5 quilómetros, devido à possibilidade de deslizamentos de terras provocados por mau tempo - que já tinha forçado a anulação da parte final da etapa da véspera -, o italiano Nibali cortou a meta isolado, depois de cumprir o percurso ente Albertville e o topo de Val Thorens em 1:51.53 horas.

Em fuga desde os primeiros quilómetros, num grupo que incluía os portugueses Rui Costa (UAE-Emirates) e Nelson Oliveira (Movistar), Nibali foi o único a resistir na subida final, um 'monstro' de 33,4 quilómetros com inclinação média de 5,4% que o siciliano aproveitou para sair de cabeça erguida de um Tour 'discreto', após o segundo lugar na Volta a Itália.

Os espanhóis da Movistar Alejandro Valverde e Mikel Landa foram segundo e terceiro, a 10 e 14 segundos, respetivamente, num cenário que se constituía como única hipótese para desafiar Bernal, mas o colombiano da INEOS não vacilou no seu terreno favorito e ainda ganhou tempo aos rivais.

O sul-americano terminou em quarto, a 17 segundos do vencedor, praticamente a par do colega Geraint Thomas, a quem vai suceder no historial de vencedores e com o qual subirá ao pódio em Paris, para repetir a 'dobradinha' conseguida por Bradley Wiggins e Chris Froome em 2012 e reforçar a hegemonia da equipa britânica (ex-Sky), interrompida desde então apenas em 2014, por Nibali.

O outro lugar de honra será ocupado pelo holandês Steven Kruijswijk (Jumbo-Visma), que hoje se defendeu das ameaças de Emanuel Buchmann (BORA-hansgrohe) e assumiu o terceiro lugar da geral, imediatamente à frente do alemão, beneficiando ambos das dificuldades de Julian Alaphilippe (Deceuninck-Quick Step), o 'herói' francês deste Tour.

Buchamann foi sétimo na etapa, 'colado' ao colombiano Rigoberto Urán, a 23 segundos de Nibali, e Kruijswijk terminou em oitavo, com mais dois segundos, enquanto Alaphilippe, que cedeu a liderança na véspera, após 11 dias vestido de amarelo, chegou a 3.17 minutos e caiu para quinto.

À partida para a última etapa, Bernal e Thomas estão separados por 1.11 minutos, enquanto Kruijswijk está a 1.31 do colombiano e Buchmann a 1.56, numa hierarquia que só será desfeita por algum imponderável.

Entre os portugueses, Rui Costa foi 41.º na etapa, a 7.02, e Nelson Oliveira chegou em 79.º, a 11.22, enquanto José Gonçalves (Katusha-Alpecin) terminou em 90.º, a 15.16.

Na geral, Costa continua a ser o melhor, ocupando o 53.º posto, a 1:58.17 horas, seguido de Oliveira, 79.º, a 2:35.10, e José Gonçalves, 128.º, a 3:46.11.

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