Montijo não será aeroporto de baixo custo

A ANA, Aeroportos de Portugal, afastou esta terça-feira a ideia de que o novo Aeroporto do Montijo é um aeroporto para companhias de baixo custo.

O presidente da ANA, Thierry Ligonnière, a poucos dias de assinar o contrato com o Governo para a construção até 2022 do novo aeroporto na margem sul do Tejo, confessou que o Montijo vai ser dedicado às companhias que operam sem necessidade de escalas.

Assim, a TAP fica apenas a operar na Portela e, de acordo com Thierry Ligonnière, o Montijo está vocacionado para outro tipo de companhias e de rotas.

"O ponto a ponto para as companhias que o desejem vai ficar no Montijo. O ponto a ponto é alguém que parte de um sítio na Europa e que chega a Lisboa como destino final, sem a necessidade de uma correspondência para um voo de longo curso", adianta.

De acordo com Thierry Ligonnière, "ainda não foi feita a repartição do modelo económico a seguir mas o aeroporto do Montijo não é um aeroporto de baixo custo, é um aeroporto ponto a ponto de boa qualidade. Será um aeroporto com uma ótima qualidade de serviço".

O presidente da ANA não quis, no entanto, adiantar o montante do investimento no Montijo, apenas diz que vão ser "centenas de milhões de euros".

Thierry Ligonnière, numa conferência sobre as empresas francesas em Portugal fugiu aos números de investimento no Montijo mas levou uma imagem (ver no topo) para apresentar à plateia.

A imagem de um aeroporto junto ao Tejo, que vai ter uma saída dedicada no final do tabuleiro da ponte Vasco da Gama e uma carreira fluvial que leva os passageiros em 15 minutos de Lisboa até ao novo aeroporto.

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