ADSE tem lucro. Funcionários públicos podiam descontar menos

Contas são do governo que admite que em 2015 teria bastado uma taxa de desconto de 3,1% em vez dos 3,5% decididos pela anterior maioria parlamentar.

A ADSE teve um excedente de cerca de 64 milhões de euros em 2015, o primeiro ano completo em que os funcionários públicos descontaram 3,5% do ordenado para este subsistema de saúde de quem trabalha no Estado.

O jornalista Nuno Guedes analisou as contas da ADSE

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As contas enviadas à TSF pelo Ministério da Saúde revelam que bastaria um desconto de 3,1% para pagar todas as despesas da ADSE que em 2015 rondaram os 488,81 milhões de euros, enquanto a receita chegou aos 552,6 milhões.

Recorde-se que entre 2013 e 2014 a taxa de desconto suportada pelos quotizados da ADSE aumentou três vezes: 1,5% para 2,25% em agosto de 2013; para 2,5% em janeiro de 2014; e para 3,5% em maio de 2014. Subidas que contaram com as criticas da oposição à esquerda e mesmo com um veto do Presidente da Republica.

Numa auditoria publicada em julho de 2015, o Tribunal de Contas já tinha dito que a ADSE estava a ter um lucro inútil para aqueles que devem beneficiar dos descontos, um excedente que estava a ser usado abusivamente pelo governo para equilibrar as contas do Estado.

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